Capítulo Vinte e Três.

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"O sentimento destruidor que eu estou sentindo quando não ouço a sua voz, nem quando sinto seus lábios nos meus."

Sofia Montserrat.

Após alguns minutos me recompondo da crise de choro, me deitei na cama e fiquei em posição fetal. Não presumia que fosse me abalar ao ver o senhor Pietro, com a nova namorada. Contudo, nos dias que passei no hospital ao lado dele, algo dentro de mim enxergou um possível sentimento. Eu estava apaixonada pelo homem de coração empedrado

—Sofia ?.— A voz do senhor Pietro, adentrou no quarto.

Virei meu rosto e o notei parado ao lado do batente da porta, olhando fixamente para mim.

—Eu...Estava tentando descansar um pouco.—Declarei trêmula, devido a sua aparição repentina.

—Posso entrar no seu quarto?.—Pediu calmo.

—Por favor, entre.—Respondi, me sentando na cama.

O senhor Pietro, entrou e fechou a porta em seguida. Notei que numa de suas mãos ele segurava a sacola de plástico que contém o presente que havia me entregado recentemente no hospital.

—Eu vim cuidar de você.—Disse, aproximando-se da cama.—Não vim antes por que estava ocupado, e trouxe o presente que esqueceu no carro.

—Eu sei que estava ocupado com a sua namorada.—Rebati baixinho.—Não precisava vim aqui e se incomodar. Principalmente não precisava deixar a sua namorada sozinha.

—Você é a minha obrigação agora! E havia prometido que cuidaria do seu bem estar.—Afirmou, parado na minha frente.—Eu faço questão de vê-la bem, e Jennifer, não é tão importante como você é para mim.—Confessou sorrindo.

Tentei parecer calma, devido a sua confissão, contudo, eu estava disposta a esquecer o sentimento que brotou no meu coração sem o meu consentimento.

—Não precisa se preocupar comigo.—Disse num sussurro.—Cresci num orfanato por dezessete anos, e aprendi a cuidar de mim sozinha. Além disso, sou um sacrifício para o senhor, que já tem uma namorada para preocupa-se o suficiente.—Concluir a frase, olhando para profundidade dos seus olhos azuis enfurecidos.   

—Sofia.—Suspirou antes de prosseguir.—Eu deveria ter informado a você, sobre o meu relacionamento com a Jennifer, no entanto, não quis incomoda-la, e também a minha vida particular não é um problema que necessariamente precisa se preocupar no momento.—Esclareceu tentando parecer calmo.—Você nunca foi um sacrifício para mim, e nunca será.—Disse por fim. 

—Eu sou um sacrifício!.—Exclamei, levantando da cama.—Atrapalhei de alguma forma a sua vida, senhor.—Fechei e abrir os olhos segurando as lágrimas.—O sentimento que possui dentro do senhor...É somente de culpa por ter me atropelado, e nada mudará o que me disse naquela noite quando me beijou.

—Sofia, eu sei que naquela noite fui cruel, mas estou tentando se bom pra você.—Disse calmo.—Eu me importo com você.

—O senhor se sente culpado, e nada que me fale mudará o meu pensamento, ou quem sabe mudará á dor do seu passado que o transformou num homem incapaz de ter sentimentos por alguém e.

—Basta!.—Gritou furioso me interrompendo.—Eu estou tentando ser gentil, mas parece que tudo que eu venha a fazer de bom grado, ou diga não será o suficiente! Minha paciência tem limites, e você acabou com todas elas devido sua teimosia!.—Informou furioso.—Nunca mais se atreva a presumir nada sobre o meu passado! Você não me conhecer e não sabe nada sobre mim!.—Ficou próximo de mim.—Não seja tola a ponto de presumir nada sobre mim!.     

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora