Capítulo Vinte.

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"Eu ainda sinto o seu toque suave nos meus sonhos. Desculpe pela minha franqueza, más, sem você é difícil de sobreviver. "

Sofia Montserrat.

A primeira impressão que eu tive consciência era a sensação de dor sobre o meu corpo e minha cabeça. Não compreendia o que estava acontecendo, contudo, algumas lembranças em forma de relâmpagos sugiram. Mexia a cabeça devagar, com movimentos mínimos. Tentei levantar um braço, mas, me detive ao sentir o puxão doloroso de algo enfiado no meu antebraço.   

O barulho agudo era familiar, e parecia que algum dispositivo de monitoramento estava conectado junto ao soro. Forcei a minha mente e lembrei de todos os detalhes desagraveis que passei. O culpado não só pela minha fuga na madrugada, como também pelo meu quase estupro, era o senhor Pietro Montserrat, que não só contentou-se em me humilhar como também foi o responsável pelo meu atropelamento.   

A imagem dos lábios dele tocando os meus, reapareceram para me assombrar. O senhor Pietro, sem duvidas era um homem impiedoso, existia algumas suspeitas que o coração dele era empedrado. Contudo, havia confirmado da maneira mais dolorosa que possa haver que dentro dele era vazio, não tinha nenhum sentimento bom, além, da crueldade que habitava sua alma.

Abria meus olhos lentamente e notei que a minha visão encontrava-se turva. Alguns borrões me fizeram ter consciência do lugar que havia cortinas e paredes brancas. Pressionei a minha visão que aos poucos foi tornando-se nítida. Olhei para as rosas-vermelhas, e orquídeas em cima da mesa de madeira. Provavelmente o meu acidente foi grave por que tudo indicava que me encontrava num hospital.  

"Será que havia me machucado muito?".

Tentei arrancar a agulha do meu antebraço, contudo, fui surpreendida com uma enfermeira entrando no quarto. A assim que ela me viu acordada, os olhos dela arregalaram-se. 

—Isso é um milagre!. —Exclamou aproximando-se da cama a onde me encontrava.—Finalmente acordou. 

—Tira isso do meu braço, por favor. —Implorei com dificuldades. —Está machucando muito. —Levantei meu braço mostrando agulha

—Além, da dor o que está sentindo? —Perguntou, colocando as duas mãos sobre o meu rosto.

—Não consigo pensa em mais nada...Além, da dor. —Rebati com a voz trêmula. 

—Calma senhorita, vou chamar o médico responsável.—A enfermeira afastou-se, indo em direção á porta e saindo atrapalhada. 

Tentei me levantar, porém, não existia forças o suficiente. O meu corpo estava dolorido para fazer quaisquer movimentos. Em questão de segundos a enfermeira voltou com uma equipe médica adentrando no quarto.

—Senhorita Montserrat, sou o doutor Velásquez. —Se pronunciou o médico que aparentava ter idade avançada.

—O meu acidente foi tão grave assim, e por que sinto muita dor?.—Perguntei angustiada devido a dor que não cessava.

—Você foi vitima de um atropelamento grave. A pancada no seu crânio foi profunda devido ao impacto que a senhorita sofreu ao ser arremessada. É normal que sinta dores nos membros inferiores, e superiores. —Explicou se aproximando de mim.—Fique calma que vou examina-la.—Declarou calmo.

Assentia, enquanto o médico colocava o estetoscópio no meu peito. 

—Sofia!.—Exclamou a voz grossa do homem que havia sido culpado pelo meu acidente.

Inclinei o meu rosto para vê-lo com mais nitidez. O senhor Pietro, acabará de entrar no quarto transtornado, e tentando uma possível aproximação, contudo, a enfermeira impediu que ele se aproximasse de mim. 

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora