Capítulo dezenove.

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"Quando ouço sua voz doce é difícil de resistir à tentação. Como fui idiota de me apaixonar."

Pietro Montserrat.

—Tragam uma maca, rápido!.—Exclamei descontrolado, adentrando o hospital local.  

Ainda a segurava entre meus braços, quando a primeira equipe médica apareceu para socorre-la. Trouxeram uma maca, e de imediato a coloquei deitada sobre ela. Em questão de segundos levaram a minha Vênus, para a sala da emergência. Tentei acompanha-la, porém, fui impedido pelos seguranças que se encontravam parados ao lado de fora da porta.

Somente havia restado que eu, me acalmasse e pensasse no bem-estar da minha Vênus. Sentei-me aflito na poltrona, enquanto subjetivamente esperaria noticias sobre o delicado estado de saúde da única que durante anos eu, me importava. Minha Sofia.   

—Pietro Montserrat, o que faz aqui?.—Perguntou, Horácio Casanova, vindo na minha direção.

—Eu cometi um crime!.—Esclareci atribulado. 

Eu estava preocupado com a besteira que havia feito em atropelar a Vênus, que a minha rivalidade com Horácio Casanova, diante daquele problema era desnecessário no momento.

—Como assim você cometeu um crime?.—Inquiriu confuso.

—Atropelei a minha tutelada, a Sofia.—Expliquei baixinho.

—Puta merda! Por que você fez isso?.—Questionou preocupado.

—Foi um acidente, e preciso que você vá até o médico responsável e verifique o estado de saúde da Sofia.—Me levantei da poltrona.—Eu ficaria louco caso ela.—Não conseguia proferir a frase que acabaria comigo.  

—Eu vou falar com o médico responsável, más, devido ao seu delito grave serei obrigado a informar as autoridades.— Esclareceu. —Se depende de mim a salvarei, não só a vida dela, más de você também.—Disse por fim, saindo da sala de espera.

Não discordaria do Horácio, que a minha Vênus, precisava que alguém fosse capaz de salva-la, não somente a sua existência, e sim também do homem que causou esse mal irremediável. Sofia, teria que ser salva de mim que era um monstro.

                                                             {...}

 Três meses depois...

Adentrava o hospital Santa Ângela, com o mesmo sentimento de impotência. Eu me amaldiçoava a cada instante do meu dia, ou todas as prováveis vezes que conseguia dormir. Eu era o único culpado pelo acidente da minha Vênus. Por minha culpa ela estava hospitalizada em coma, e não existia nada que pudesse fazer para que o seu estado de saúde melhorasse.

Havia contratado o melhor especialista do pais, porém, o caso da minha Vênus, era grave e na tomografia que foi feita horas depois que deu entrado no hospital local, foi revelado que a pancada em seu crânio era profunda o que contribuiu para o seu estado de coma. Horácio Casanova, informou as autoridades sobre o acidente, e fui interrogado vários dias. O delegado Torres, ficou responsável por investigar se o acidente que causei havia sido proposital ou se acaso foi uma terrível fatalidade. Rômulo Belmonte, não se convenceu sobre os meus argumentos naquela noite que sucedeu a tragédia. Obviamente ocultei a parte que num impulso havia beijado, e discutido cruelmente com a minha Vênus.          

A impressa noticiou o acidente por duas semanas. Ainda era capaz de recorda da manchete matinal que retratou o acidente.

"Pietro Montserrat, envolveu-se num acidente de carro provocando o estado de coma profunda da jovem herdeira das ações de exportações do falecido Marco Montserrat". O acidente foi intencional, ou foi apenas uma terrível coincidência do destino?.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora