(Saga amores impossíveis.)
Livro completo, porém, sendo repostado.
A inocente Sofia, quando recém-nascida foi abandonada cruelmente no portão de um orfanato com uma caixa de música enrolada entre sua manta. Durante anos não houve respostas, ou até...
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"Liberte-se do sofrimento. Liberte-se do seu passado".
Pietro Montserrat.
Julho de 2017.
Lembranças eram assustadoras, e havia diversas maneiras que poderiam acaba com nossos próprios pensamentos. Eu me afastei do túmulo onde minha noiva estava enterrada durante dez anos com relutância. O sol quente queimava minha pele, coloquei os óculos de sol e andei até o meu carro estacionado em uma vaga distante do cemitério. Eu não tinha permitido que meu cérebro processasse a morte da minha filha, ainda estava um pouco em estado de choque pela perda da minha noiva. Não importava o tempo que passou desde a morte delas, não importava o que eu fizesse para esquecê-las, lida com óbito nunca seria uma tarefa fácil.
Durante anos me culpava pelo maldito acidente que acabou comigo. Se fosse possível me permitiria troca de lugar somente para vê-las por um breve momento. Como eu gostaria que nada estivesse acontecido naquele maldito dia. Eu estava sozinho, e não havia ninguém com quem pudesse realmente conversar sobre o assunto. O psicólogo não conseguia explicar esse sentimento que assolava meus pensamentos. Minha empregada de confiança não entenderia, mesmo que explicasse durante a tarde toda. Além disso, não queria desabafar com ninguém, minha dor estava segura sobre minha alma em ruínas.
Existiam dois tipos de luto. Aquele em que a pessoa abria seu coração para familiares, ou amigos, sem deixar de priorizar a vida. E aquele em que a pessoa se fechava e vivia em seu próprio mundo, incapaz de se conectar com os outros. Para mim restou a segundo opção, e nada que viesse acontecer mudaria o meu raciocínio.
—Senhor?—Chamou num sussurro uma voz desconhecida feminina. Virei o meu rosto e uma cigana imunda estava parada ao meu lado.
—O que você quer mulher?—Perguntei ríspido.
—Quero ler sua mão, senhor. —Respondeu firme. —Tem algo em você que me chamou atenção.
—Não tenho tempo para essa bobagem!—Esbravejei. —Sai daqui cigana imunda!.
—Provavelmente você me julgar pela minha aparência, só que eu consigo enxergar coisas que pessoas comuns não conseguem. Como a dor que sua alma transmite por exemplo. —Explicou, ficando na minha frente.
—Eu conheço muito bem esse troque barato de prevê o futuro, cigana imunda! Não verá um centavo meu golpista! Pelo contrario, saia da minha frente ou juro que a coloco numa cadeia para o resto da sua miserável vida!— Falei entre os dentes.
—Não tenho medo da sua ameaça, senhor. —Rebateu.
—Você intitula-se uma cigana, mas acredito que não tenha esse dom.— Retirei meus óculos. — Se tivesse saberia algo que não fosse tão óbvio, como alguém que está no cemitério, cujo sofreu alguma perda de um ente querido. Responda-me já que você ver o futuro quem será o ganhador da temporada National Hockey League, para apostar no vencedor?— A questionei debochando da situação desagradável.