(Saga amores impossíveis.)
Livro completo, porém, sendo repostado.
A inocente Sofia, quando recém-nascida foi abandonada cruelmente no portão de um orfanato com uma caixa de música enrolada entre sua manta. Durante anos não houve respostas, ou até...
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"A dor consumia sua carne, perfurando o vazio profundo de sua alma. A dor era cruel, e somente restavam cicatrizes profundas que o condenaram ao inferno".
Pietro Montserrat.
Abril de 2007.
Quando os gritos cessaram somente restava o silêncio mortal naquela estrada deserta esquecida por deus. Continuava abraçando a minha filha recém-nascida entre meus braços ensanguentados devido aos cacos de vidro que se espatifaram entre meus dedos enquanto tentava proteger o meu rosto e tórax. — Estava tudo bem. Era essas palavras de conforto que sussurrava para a minha pequena Hope, que respirava com dificuldades. Quando virei o meu rosto o desespero invadiu minha alma, ao ver a mulher que tanto amava debruçada sobre uma poça de sangue no asfalto como se estivesse morta. A cena que presenciava me destruía vagarosamente, no entanto, me mantive firme e liguei para a emergência.
O acidente aconteceu tão rápido que não tive tempo para usar os freios. A imagem do veículo em disparada tornou-se frequente. Observei atentamente o rosto jovem do motorista provavelmente bêbado, e seus olhos arregalaram à medida que o seu carro aproximava-se do meu. Infelizmente tudo foi inevitável, apenas conseguir virar o meu rosto e olhar para a expressão assustada da minha noiva por frações de segundos e tudo aconteceu.
{...}
Olhava em direção a janela de vidro e dessa vez notei um pássaro pardal. Ele estava pousando sobre o parapeito do vigésimo segundo andar e sua asa provavelmente foi quebrada na queda que possivelmente veio a sofrer. Podia identificar a dor o dilacerando, pois o mesmo estava acontecendo comigo. Levantei-me da poltrona de couro marrom, e caminhei como se houvesse correntes nos meus próprios pés. Notei que uma jovem mulher encontrava-se ajoelhada no chão do hospital, e seus soluços demonstravam tamanho desespero vindo de sua alma. Duas enfermeiras falavam entre si— Que uma tragédia alastrou-se em sua vida, pois o pai da jovem havia falecido devido ao câncer nos pulmões que foi consumido o seu corpo durante anos. Infelizmente a morte era inevitável no caso dele.
Continuei andando em direção ao banheiro, ao entrar reparava no meu reflexo irreconhecível no espelho. Meus cabelos pretos estavam desarrumados, meus olhos azuis estavam vermelhos pela ardência da fumaça que inalei, o meu rosto estava com algumas escoriações sem importância na sobrancelha, nariz, e um pequeno corte inferior em meus lábios. A camisa social branca na qual usava encontrava-se ensanguentada para o meu próprio desespero. Quando ocorreu a colisão entre meu veiculo com outro, o socorro não demorou muito para chegar ao local de difícil acesso. Entre todos os ocupantes foram o único que não precisou de socorro imediato devido aos ferimentos leves. Fui à ambulância acompanhando minha filha e segurando seus pequenos dedos quase sem vida. Segurei na outra mão um crucifixo de prata que pousava sobre meu bolso e rezei para que nada de ruim acontecesse a minha família.