Capítulo Sete.

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"Você foi capaz de destruir minhas ideias, e tornou-se minha luz".

Sofia Montserrat.

Estava deitada sobre o colo da Felipa, sentindo o seu carinho reconfortante nos meus cabelos enquanto, uma canção de nina invadia meus ouvidos. Felipa cantava para mim quando eu estava triste, ou quando algum sentimento doloroso perfurava meu coração.

"Nana pequenina Nana pequenina. Meu doce rouxinol na floresta, bendito seja. Durma minha criança, e tenha bons sonhos."

Minhas pálpebras se encontravam pesadas. Eu estava quase dormindo quando um amplo barulho alastrou-se ao lado de fora do quarto, e levantei-me ligeiramente sentindo que algo estava errado. Somente pensava na gestora e alguma possível crueldade que possa ser feito por não ter acatado as suas ordens.

—Sofia, sei que está ai escondida, abra essa porta!. — Ela socava a porta, forçando a maçaneta. —Abra ou vai arrepende-se amargamente! —Gritou furiosa.

Levei minhas mãos até os meus lábios trêmulos tentando me acalmar da gritaria que se ampliava. A gestora estava batendo com rigidez na madeira envelhecida tentando entrar a qualquer custo. Por dentro o pavor me dominava, e minhas pernas estavam fraquejando devido ao que poderia acontecer.

—Precisamos esconder a caixinha. —Felipa gesticulava. —Vou escondê-la minha menina, antes que essa mulher cruel a encontre-a, e tire de você a única pista que possa leva-la ao paradeiro de seus pais. —Sussurrou, pegando a caixinha de música escondendo-a em baixo do travesseiro.

—Abra essa porta sua gata borralheira desgraçada! —Ela gritou novamente.

—Felipa, não abra, estou com medo dela. —Confessei baixinho, sentindo minhas mãos trêmulas.

Mantive-me parada num canto do quartinho, enquanto chorava prevendo um dos possíveis castigos desumano que receberia dela.

—Eu vou precisa abrir a porta minha menina, ou essa mulher será capaz de entrar a força. —Felipa disse, olhando para o meu rosto e demonstrando sua compaixão. —Não tenha medo, eu vou protegê-la dessa mulher sem coração e não deixarei que a machuque.

Balancei a cabeça positivamente, sentindo minhas lágrimas fraquejarem. Quando Felipa abriu a porta observei tudo em câmera lenta, pois, a gestora havia entrado no quarto como uma rajada de vento, e seu rosto estava sombrio. Levantei meus olhos e constatei que na sua mão direita se encontrava um cinto preto. O mesmo que era usado para me agredir quando era feito algo que ela conjugava errado ou inteiramente tolo. Minhas pernas estavam bambas e meu corpo não encontrava alguma forma de não sentir a dor antecipada que veria.

—Sofia. —A gestora fez uma pausa antes de prosseguir. —Mandei obedecer sua desgraçada! Por que não ficou recolhendo as folhas do jardim como mandei? —Perguntou, empurrando Felipa com crueldade que se mantém parada na minha frente.

—Por favor..Pare. —Falei desesperada. —Felipa, tem problemas na coluna, você pode machuca-la a tratando dessa forma horrível.

—Cala boca sua miserável! Estou cansada de você. —Ela aproximou-se pegando em um tufo do meu cabelo e puxando minha cabeça para trás.

—Está me machucando!. —Gritei gemendo de dor. —Por favor, pare com essa crueldade. —Supliquei.

—Hoje você vai aprender uma lição que nunca mais irá esquecer!. —Fui jogada na cama com brutalidade, enquanto o seu cinto foi estralado no ar.

—Não faça essa maldade com a minha menina Justa Aguilar! —Felipa tentou puxar o braço esquerdo da gestora na qual segurava o cinto. —Se for para punir alguém injustamente faça isso comigo, e não a ela. —Disse em meio ao choro.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora