Capítulo Quarenta e três.

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"Não deixaria que a sua alma em ruínas me causasse mais sofrimento."

Sofia Montserrat.

—Pietro, se continuar batendo nele vai mata-lo!.—O alertei desesperada, vendo a poça de sangue que se formava sobre o asfalto.—Pare, por favor!.—Implorei. 

Pietro Montserrat continuava batendo no Horácio, que não conseguia revidar. Os dois estavam caídos sobre o asfalto trocando socos. Eu fui segurada por um dos seguranças da mansão, e devido a esse motivo não conseguia me aproximar para apartar a briga.

—Ouça bem seu desgraçado!.—Pietro gritava, enquanto levantava-se do afasto.—Caso você se aproxime da minha casa, ou da Sofia, eu juro que o mato!.—Declarou enraivecido.—Não tenho sangue de barata para aturar suas afrontas.—Ele puxou o Horácio, pela gola da camiseta o levantando. —Está avisado, se eu sonhar que você pensou, ou tentou chegar perto da Sofia, eu acabo de vez com você!.—Ameaçou o soltando com veemência.

—Eu não tenho medo das suas ameaças Pietro Montserrat!.—Horácio respondeu, com a voz firme.—Estamos em um país livre, e me aproximaria da Sofia, contra sua vontade ou não.—O afrontou.—Não vou perde a mulher que estou apaixonado só por que você, é egoísta demais para percebe que ninguém quer a sua presença.

—Seu desgraçado! Se não se afastar dela, eu juro que acabarei com a sua vida profissional, pois, se depender de mim farei que você nunca mais trabalhe em nenhum outro hospital enquanto viver!.—Sorria vitorioso.—Tenho poder o suficiente, e se eu quiser, o faço limpar privadas para o resto da sua miserável vida.—Declarou, aproximando-se de mim.   

Fiquei sem reação alguma com a atitude troglodita do Pietro. Horácio estava muito machucado, a maioria dos golpes foram precisos e o acertaram no rosto, e para se manter em pé, ele se apoiou no seu carro, enquanto segurava o nariz ensanguentado tentando estacar o sangue.  

—Se quiser arruinar a minha vida profissional, esteja a vontade, não desistirei da Sofia, por nada que possa acontecer!.—Informou munido de coragem.—Não deixarei que você arruíne a oportunidade que eu tenho, para ficar com a mulher que amo. Suas artimanhas não funcionaram como dá outra vez que você roubou a Helida, de mim e ainda a matou sendo único responsável do acidente! Dessa vez não serei covarde e lutarei pelo amor da Sofia.  

Foram questões de segundos para o Pietro se aproximar dele e soca-lo impiedosamente no estômago. 

—Nunca mais atreva-se a pronunciar o nome da Helida outra vez porra!.—Gritou furioso.—Eu quero você longe do que é meu! Não desejo mata-lo essa noite, por tanto vá embora antes que eu mude de ideia e acabe cumprindo a minha ameaça!.

Horácio não aguentou o soco no seu estômago e suas pernas vacilaram fazendo-o cair inconsciente sobre o asfalto. Me soltei do segurança desesperada, deixando o gatinho de pelúcia, e a minha bolsa caírem no chão, e me aproximei de imediato do Horácio para ajuda-lo, contudo, fui impedida pelo Pietro, que pegou na minha cintura com rigidez me puxando para longe. 

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora