Capítulo trinta e cinco.

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"Você está em mim, Eu estou com você".

Sofia Montserrat.

A denuncia já havia sido feita ao nascer do por do sol. Em questão de poucos minutos a gestora do orfanato Santa Barbara, conhecida como Justa Aguilar, iria sofrer as consequenciais dos seus atos terríveis. Primeiro ela seria demitida do seu cargo, e segundo a prisão dela havia sido decretada, pois o delegado torres, amigo do Pietro, foi o responsável pela abertura do inquérito policial.

Fiquei quase três horas na delegacia, conversando com o delegado, e depois com uma assistente social a senhora Sambunner. Foi garantido que Justa Aguilar, ficaria presa e responderia pelos seguintes crimes: De maus-tratos contra menores, e danos psicológicos. No começo foi difícil revelar tudo que havia acontecido para pessoas estranhas, contudo, o senhor Pietro esteve ao meu lado esse tempo todo me encorajando.

"Seja corajosa minha Vênus, e enfrente seus medos—Ele dizia."

Havia passado novamente pelo portão do orfanato, só que dessa vez eu era acompanhada pela escolta policial, e o delegado torres, que veio para cumprir a lei, e prender Justa Aguilar. Meu coração saltava pela boca, pois finalmente iria enfrenta-la, e encerraria o capítulo tenebroso que durante anos fez parte da minha vida.

—Quando o senhor Pietro virá ?.—Perguntei baixinho, para o delegado Torres, que se encontrava ao meu lado.

O senhor Pietro permaneceu na delegacia conversando com a assistente social, enquanto eu era trazida para orfanato. Foi explicado que seria feita uma acareação, ou seja enfrentaria  a mulher que me fez tanto mal durante os anos que permaneci no orfanato. Por um lado era bom, pois seria a ultima vez que haveria, só que ainda assim estar aqui me deixava nervosa. Pelo menos o que me servia de consolo era que a gestora nunca mais faria mal a outra interna enquanto estivesse presa na cadeia.

—O senhor Pietro Montserrat virá em menos de vinte minutos.—Explicou o delegado Torres, me acompanhando até o corredor principal.

Balancei a cabeça positivamente, e continuei andando. Olhei para o lado oposto e vi a placa de metal pregada na parede. A mesma que me causava arrepios.

"O bom humor é compatível com a crueldade".

Essa frase não representava felicidade, pelo contrario, me causava forte repulsa. Quando chegamos próximo do gabinete da gestora, ouvia seus gritos desesperados, e parei de caminhar automaticamente, sentindo o medo percorrendo o meu corpo.

—Senhorita Montserrat, espere aqui.—O delegado Torres, falava apontando para um dos bancos expostos no corredor.

—Eu pensei que fosse vê-la para a acareação.—Rebati confusa.

—Foi dado ordens que somente poderá acontecer a acareação quando o seu tutor Pietro Montserrat, estiver presente devido a questão de ter menos de dezoito anos. Lamento mais são ordens.—Concluiu com um sorriso tenso.

—Eu irei esperar.—Disse, me sentando num dos bancos de madeira.

O delegado torres, entrou de imediato no gabinete da gestora, enquanto permanecia aflita orando para que tudo acabasse o mais rápido possível.

                                                                {...}


Olhei para relógio de pulso do senhor Pietro, e notei que já passou mais de uma hora, desde que eu estava esperado no corredor para a acareação. O delegado Torres, confirmou que em questões de minutos poderia confrontar a mulher que durante anos me maltratou. O senhor Pietro, chegou logo em seguida, e quando viu o meu desespero me confortou como já havia feito anteriormente quando revelei meu sofrimento.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora