Capítulo Quarenta e Um.

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"Eu descobri que era amor quando o seu sorriso iluminava meus dias sombrios."

Sofia Montserrat. 

Coloquei meu buquê de rosas brancas num vaso de cristal que peguei na cozinha. Deixei-as sobre o criado mudo para observa-las. Meus dedos alcançaram o ursinho de pelúcia e o abracei em seguida, junto com o cartão que ainda estava comigo. Horas atrás havia ligado para o Horácio Casanova, agradecendo a sua gentileza, e em troca fui convidada para sair hoje a noite com ele. A contragosto da Marina, aceitei o convite.

Horácio me confidenciou que iremos á um parque de diversões que abriu recentemente fora da cidade. Antigamente sonhava com as luzes, e brinquedos, e as comidas típicas. Hoje me arriscaria a andar na montanha russa, e comeria algodão doce. Pela primeira vez em tempos seria feliz, nem que fosse por algumas horas.

Caminhei até o meu closet e parei na frente do amplo espelho, observando meu reflexo. Eu estava usando um vestido branco com caimento justo, e uma sapatilha da mesma cor. Meu cabelos foram arrumados pela Marina, que fez um rabo de cavalo, e havia passado uma leve maquiagem sobre o meu rosto.

—Você ficou linda.—Marina me elogiava sorrindo, parada atrás de mim.

—Obrigada.—Agradeci.—Eu espero que possa sair sem problema algum.—Disse virando o rosto.—Não vou permiti que o Pietro Montserrat, estrague a minha noite!.

—Não se preocupe, o patrão saiu com...Aquela mulher asquerosa e vai demorar a voltar.—Explicou, caminhando até a onde estava e depositando um abraço rápido.  

—Tomará que ele demore bastante. Horácio me disse que o parque de diversão fica localizado fora da cidade, e tenho receio que o homem de coração empedrado volte cedo e resolva ir atrás de mim, para estraga a minha noite.—Murmurei.

Supliquei para que Marina me ajudasse, e que não revelasse ao Pietro Montserrat, que sairia com o médico Horácio Casanova, pois, convenientemente seria proibida de sair com ele. A regra sete ainda era valida, não deveria me relacionar com homem algum, entretanto, não desperdiçaria a chance de conhecer o parque de diversões por culpa de alguém que só sabia me destruir.  

—Conversei com os seguranças, e vão deixa-la sair por algumas horas. Se acaso o patrão chegar antes do que o previsto, eu direi que você foi dormir mais cedo. A esperarei no portão da mansão, e entraremos pelos fundos.—Disse tranquila.—Não se preocupe, e divirta-se, mesmo que eu ache o médico Horácio Casanova, uma pessoa estranha!.

—Marina, e errado julgar as pessoas sem conhecê-las. Eu apenas me divertirei um pouco, estava precisando sair da mansão e respirar novos ares.

—Tenha cuidado querida, e lembre-se que se você não voltar a meia-noite teremos sérios problemas.—Alertou com um tom de preocupação.—Horácio Casanova, pode ser gentil como acredita que ele possa ser, todavia, o patrão não será feito de idiota por muito tempo. Esteja em casa a meia-noite e...Não deixe que aquele homem se aproveite de você, tenho medo que ele possa querê-la como mulher, se é que me entendi.—Confessou constrangida.

—Não tenha receios Marina, tudo ocorrerá bem.—Sorria para ela.—A meia-noite estarei de volta.—Garanti a ela.

Marina assentiu indecisa, devido a questão de me deixar sair com alguém em que ela não confiava, contudo, se manteve quieta e não mudou de opinião. Fui até o quarto e me aproximei da cama pegando uma bolsa de mão dourada que contém alguns trocados que Marina me deu, e o telefone da mansão Montserrat, escrita num pedaço de papel se acaso precisasse ligar de algum telefone publico já que eu não possuía aparelho celular.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora