Capítulo Vinte e um.

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"Eu sei que existe amor por trás do seu sorriso. Eu tenho a noção pela intensidade do seu olhar."

Sofia Montserrat.

Quatro dias depois...

Inalei o perfume das tulipas roxas que havia ganhado recentemente do senhor Pietro. Nesses dias que sucessivamente passaram não tive a oportunidade de permanecer um minuto seque sozinha. Após eu, ter acordado do coma, a equipe médica comandada pelo doutor Velásquez, fizeram uma bateria de exames para comprovar se possivelmente ficou alguma sequela em mim, e para o meu alívio o diagnostico deu Negativo.

Dois dias depois, as autoridades local vieram no hospital e me interrogaram a mando do delegado Torres, que estava investigado o meu acidente. Eu me neguei a responder uma série de perguntas que envolvia diretamente o senhor Pietro, e a maneira que me tratou durante os poucos dias que permaneci em sua casa. Me mantive em silencio, pois, não existia interesse em prejudica-lo. Quando o interrogatório apreensivo acabou, fiquei sozinha com as enfermeiras que me ajudaram na hora do banho.

Enquanto estava deitada me lembrei do momento em que havia pedido a única lembrança dos meus pais. Minha caixinha de música. Chorei por que não acreditava que algum dia fosse possível recupera-la. 

Após três meses no hospital, finalmente teria alta e poderia ir para a mansão Montserrat. Sentiria saudades das enfermeiras, e principalmente do médico Velásquez, que cuidou de mim como se eu, fosse sua própria filha.  

—Você está linda com esse vestido. —Disse o senhor Pietro, adentrando no quarto.

Fui pega de surpresa com o seu inexplicável elogio, pois, o senhor Pietro, nunca havia me elogiado antes. Pelo contrário, a poucas vezes que se dirigiu a mim enquanto estive confinada na sua mansão, era para me ofender me lembrando quase a todo momento que eu, era um terrível sacrifício para a sua vida. Contudo, o jeito que ele me tratava havia mudado drasticamente.

Durante os quatro dias que passaram no hospital, ele veio me visitar com frequência e ficava ao meu lado quase o tempo inteiro. Todos os momentos possíveis que ficava comigo, o senhor Pietro, se mostrava carinhoso, e amável. Diferentemente do homem cruel, e desalmado que ele já se mostrou ser.

—Obrigada pelo elogio.—Agradeci envergonhada, fixando meu olhar nele.

Pela forma carinhosa que ele me olhava, via a intensidade. Notei que o senhor Pietro, usava um terno preto impecável que dava o ar de superioridade a ele.

—Tenho um presente especial para você.—Informou sorrindo.—Eu nunca fui bom em comprar presentes, más, espero que esse agrade você. —Aproximou-se da cama hospitalar. 

Delicadamente ele me ajudou a me levantar da cama, e estendeu para mim uma sacola de plástico rosa, com uma fita laço Pink.

—O que é isso.?—Indaguei curiosa, olhando para a sacola e tentando imaginar o que existiria por dentro.

—Abra o presente que você vai descobrir. —Sorria para mim.

"Até o sorriso do homem de coração empedrado era lindo".

Retribuía o seu sorriso, desamarrando com delicadeza a fita laço e abrindo a sacola cuidadosamente. Fiquei admirada ao olhar por dentro e constata uma nova caixinha de música. 

—Meus deus! Como ela é linda.—Falei emocionada.

A caixinha de música era diferente da outra que possuía. Pois, os detalhes dela eram rosa claro, e na parte de cima o meu nome estava gravado com algumas pedras reluzentes. Meus olhos ficaram lacrimejando com o gesto amável do senhor Pietro.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora