Day POV
Day: - certo. O que você sabe de genética?
Carol: - acho que o bastante...
Day: - quando pais de raças diferentes tem um filho, a ciência diz que os filhos devem nascer de uma raça ou outra. Correto?
Carol assentiu.
Suspirei.
Day: - e quanto ao hibridismo?
Carol: - hibridos são uma teoria, não? Pensavam haver chances de que os filhos nascessem com características das duas raças, mas na prática isso nunca ocorre. - ela falou observando meus livros.
Esfreguei uma mão na outra e encolhi os ombros.
Day: - na verdade, ocorre.
Carol: - claro que não. Mas em que ponto quer chegar?
Day: -Carol. Presta atenção em mim. - desisti e levantei uma mão. O livro para o qual ela olhava se moveu, e veio, flutuando, até minha mão. Vi seu rosto acompanhar o movimento do livro, lentamente, e a surpresa se tornar pavor. Carol virou completamente na minha direção e se colou à escrivaninha.
Carol: - COMO VOCÊ FEZ ISSO? é uma pegadinha? A Maju tá aqui ajudando?
Day: - não, Carol. Não é uma pegadinha. - estalei os dedos e a luz apagou. Repeti o movimento e uma chama lilás com azul acendeu em minha mão, iluminando o quarto. Fechei os dedos, ela se apagou. Apontei o interruptor, e a lâmpada se acendeu outra vez.
Carol continuava com a cara apavorada.
Respirei fundo, tentando manter a calma.
Day: - minha mãe, metamorfo. Meu pai é feiticeiro. Minha irmã mais velha nasceu feiticeira, a segunda filha metamorfo. E então eu nasci. - fiz gesto soltando os braços, aquele gesto de "nao tem o que fazer". - desde cedo eu apresentei sinais de metamorfo e de feiticeiro. Meus pais sofreram muito comigo, porque... Era como se eu fosse uma aberração. As pessoas tem medo de mim, Carol. Eu não podia e nem me encaixava nas escolas até ter maturidade o suficiente para fingir ser de uma espécie só.
Carol aliviou a feição, me olhando com carinho. Continuei:
Day: - hibridos são rarissimos. E são ditos como inexistentes porque... porque são uma ameaça a todas as outras raças. Pelo menos as outras raças enxergam desta maneira. Meus pais me esconderam, mas perceberam que existe muito mais no mundo que a filha deles.
Carol: - essas crianças...
Day: - não são todos hibridos. Os gemeos davi e daniel nasceram um de cada especie, mas são gemeos identicos, o que seria perigoso. Henrico? Meio elfo meio metamorfo. Ele é basicamente um espírito da floresta. Algumas outras crianças... crianças problemas. Meus pais ajudam as familias a criar essas crianças, dar nova chance. Os mais complicados, eles adotam. Por isso eu tenho tantos irmãos.
Carol continuava espantada, mas agora parecia que a surpresa estava com um sentimento bom.
Carol: - Isso... isso é incrível.
Sorri, sem jeito. Eu concordava.
Levantei e coloquei o livro no lugar, depois a fitei.
Day: - sabe a bruxa da floresta? Sou eu mesma. O gato, o corvo. Tudo vem do meu lado feiticeiro. Por isso o "agouro" - sorri com o apelido - incomoda tanto. É a energia mágica que tenho nessa forma.
Carol me envolveu, me assustando. Depois a abracei e ali ficamos, um tempo que não sei calcular.
Day: - Eu preciso que mantenha segredo, Carol.
Carol: - confia em mim.
Day: - Nem Bruno pode saber. Pelo menos por enquanto.
Ela acenou com a cabeça. Sorri e a soltei.
Day: - preciso me curar um pouco. Meu corpo está me matando.
Carol me acompanhou pelo quarto com os olhos. Caminhei até meu armário, pegando alguns frascos, e ela riu baixinho. A fitei.
Day: - o que foi?
Carol: - você é muito boazinha pra ser bruxa. E um desastre em quimica. Eu não consigo imaginar você fazendo poções sem explodir alguma coisa.
Day: - Ei! - comecei a rir - pior que é verdade. - abri o frasco que queria - quem faz as poções é a Sophia ou meu pai.
Carol: - Onde ele está?
Day:- Hm? - a olhei tomando um gole da garrafinha e depois tampando.
Carol: - seu pai. Ele...?
Day: - viajando atrás de outros hibridos. - sorri. - é bem normal. As vezes fico só eu com meus irmãos, a mãe viaja também.
Carol: - wow.
Day: - seguro todo mundo com magia, confesso.
A poção começou a fazer efeito e fechei os olhos, sentindo o corpo todo doer. Dei um gemido de dor e quando novamente abri os olhos, assim que as dores aliviaram, vi Carol bem proxima a mim.
Carol: - você tá bem?
Day: - alguns processos doem um pouco. Mas valem a pena. - guardei a garrada e fechei o armário. Depois a fitei outra vez.
Carol: - desculpa ter te atropelado.
Day: - você encasquetou com isso? - sorri, e ela encolheu os ombros sem jeito. - liga para isso não. - a beijei, e ela acariciou minhas costas, me dando uma sensação boa. Sorri entre o beijo.
Carol: - eu te amo, sabia?
Day: - e eu amo você. Obrigada.
Caroline me olhou confusa. Sorri outra vez.
Day: - por compreender meus segredos.
Ela ruborizou e abriu um sorriso lindo, rindo.
Carol: - você tem mais segredos?
Day: - talvez.
Carol: - adoro mistérios.
Day: - então descubra.
Carol me deu uma mordida no lábio inferior, puxando devagarinho. Me arrepiei inteira e ela saiu pelo quarto, explorando minhas coisas.
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Prontoo, algumas coisas se explicaram hahahaha ALGUMAS
Amo voces
Espero todo mundo no proximo capitulo!
Beijos da vó
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metamorphosis - dayrol
FanfictionCarol levava uma vida comum no colegial. Gostava de sair com seu melhor amigo, Bruno, e não entendia os motivos de o garoto mais bonito do colégio, Dreicon, ter interesse nela. Mantendo sua rotina, Carol vê seu amado cotidiano em jogo com o aparecim...
