Capítulo 14

796 54 3
                                        

"Não." - abano a cabeça

"Apostamos dinheiro."

"Eu não ando a ganhar o dinheiro para depois lhe dar, caso queira ir para a cama consigo."

"Apostamos outra coisa." - ele continua - "Não percebo o problema. Disse que não queria ir para a cama comigo e que era canja para si."

"Quer dizer, se você ceder primeiro terei de o fazer consigo?"

"Basicamente."

Agora sim, ele faz-me rir.

"Assim é fácil!"

"Não. Eu quero ganhar."

"Claro que quer." - reviro os olhos

"Dois mil dólares." - ele oferece

"Dois mil?" - quase grito

"Se eu perder dou-lhe dois mil dólares. Se você perder dá-me...."

"... a mesma coisa. Não vou dar menos!"

"Então apostamos?" - ele mostra-se um pouco surpreendido

Observo-o bem, para ter a certeza que ele não está a gozar.

"Vai tentar o melhor para resistir!"

"Claro." - ele assente - "Atenção, a aposta é apenas sobre sexo."

"O que é que isso quer dizer?" - semicerro os olhos

"Que se eu a beijar não conta."

"Porque raio é que me havia de beijar?"

"Porque quero ganhar. Eu vou-lhe fazer a vida num inferno para ganhar. Estou a dizer, vais implorar." - ele volta a tratar-me na segunda pessoa

"Nada de dormir com outras pessoas enquanto a aposta está em vigor." - adiciono

"O quê?"

"Claro, senão seria fácil."

"Ok." - ele assinte - "Não dormir com outras pessoas. E podemos nos seduzir um ao outro até que o outro ceda."

"Isto é bastante estúpido, tem noção disso, certo?"

"Não." - ele estende o braço

"Ok." - a minha mão fecha-se na sua, aceitando a aposta

"Se calhar vais precisar de trabalhar para ganhar o dinheiro que me vais dever." - ele ri

"Você é bastante confiante."

"Trata-me por tu, aliás um dia vais implorar por mim."

"Apenas fora do hotel, certo?" - questiono

"Obviamente."

Assinto com a cabeça.

"Não vamos começar agora. Estou mal do tornozelo." - falo

"Fosses ao hospital."

Reviro os olhos.

"Qual é o teu problema com hospitais?"

"Apenas não gosto."

"Ninguém gosta de hospitais, mas também, ninguém tem fobia. Pessoas têm fobia de dentistas."

"Ah! Isso é outro. Odeio dentistas! Mas vou mais depressa a um dentista que a um hospital."

A porta é aberta e ambos olhamos para Andrew entrar. Ele tem um saco branco na sua mão e caminha até nós, com o saco.

O SucessorOnde histórias criam vida. Descubra agora