"Não." - abano a cabeça
"Apostamos dinheiro."
"Eu não ando a ganhar o dinheiro para depois lhe dar, caso queira ir para a cama consigo."
"Apostamos outra coisa." - ele continua - "Não percebo o problema. Disse que não queria ir para a cama comigo e que era canja para si."
"Quer dizer, se você ceder primeiro terei de o fazer consigo?"
"Basicamente."
Agora sim, ele faz-me rir.
"Assim é fácil!"
"Não. Eu quero ganhar."
"Claro que quer." - reviro os olhos
"Dois mil dólares." - ele oferece
"Dois mil?" - quase grito
"Se eu perder dou-lhe dois mil dólares. Se você perder dá-me...."
"... a mesma coisa. Não vou dar menos!"
"Então apostamos?" - ele mostra-se um pouco surpreendido
Observo-o bem, para ter a certeza que ele não está a gozar.
"Vai tentar o melhor para resistir!"
"Claro." - ele assente - "Atenção, a aposta é apenas sobre sexo."
"O que é que isso quer dizer?" - semicerro os olhos
"Que se eu a beijar não conta."
"Porque raio é que me havia de beijar?"
"Porque quero ganhar. Eu vou-lhe fazer a vida num inferno para ganhar. Estou a dizer, vais implorar." - ele volta a tratar-me na segunda pessoa
"Nada de dormir com outras pessoas enquanto a aposta está em vigor." - adiciono
"O quê?"
"Claro, senão seria fácil."
"Ok." - ele assinte - "Não dormir com outras pessoas. E podemos nos seduzir um ao outro até que o outro ceda."
"Isto é bastante estúpido, tem noção disso, certo?"
"Não." - ele estende o braço
"Ok." - a minha mão fecha-se na sua, aceitando a aposta
"Se calhar vais precisar de trabalhar para ganhar o dinheiro que me vais dever." - ele ri
"Você é bastante confiante."
"Trata-me por tu, aliás um dia vais implorar por mim."
"Apenas fora do hotel, certo?" - questiono
"Obviamente."
Assinto com a cabeça.
"Não vamos começar agora. Estou mal do tornozelo." - falo
"Fosses ao hospital."
Reviro os olhos.
"Qual é o teu problema com hospitais?"
"Apenas não gosto."
"Ninguém gosta de hospitais, mas também, ninguém tem fobia. Pessoas têm fobia de dentistas."
"Ah! Isso é outro. Odeio dentistas! Mas vou mais depressa a um dentista que a um hospital."
A porta é aberta e ambos olhamos para Andrew entrar. Ele tem um saco branco na sua mão e caminha até nós, com o saco.
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O Sucessor
Romance{Primeiro livro da trilogia 'O Sucessor'.} Danaë Scott é uma rapariga de vinte e três anos de nacionalidade Americana e Grega. Por escolha própria, quando os seus pais decidiram voltar para a Grécia, Danaë decidiu ficar em Boston. Alexander Raymond...
