"Estás com melhor aspeto." - sorrio-lhe
"Dormi quando tempo?" - ele olha à volta
Olho para o relógio no computador.
"Duas horas e pouco."
Ele levanta-se e caminha até à minha secretaria. Ele pousa as mãos na mesa e fica de frente para mim. Sou obrigada a levantar a cabeça, para o ver bem.
"Hey." - sorrio
"Estavas chateada ontem, não estavas?"
Desço o olhar para o teclado do computador.
"Não. Estava apenas um pouco magoada."
Consigo vê-lo a dar a volta à mesa e depois manda-me levantar. Eu levanto-me e ele senta-se no meu lugar, puxando-me para o seu colo. As minhas pernas passam sobre as suas coxas e os meus braços à volta dos seus ombros. O seu braço direito passa por trás das minhas costas, descansando na minha anca e o seu braço esquerdo sobre as minhas pernas.
"Desculpa-me. Fui um parvo, não devia ter reagido assim." - ele começa - "Quero mesmo que gostes desde fim-de-semana."
"Só não percebi porque é que te chateaste tanto. Era apenas uma brincadeira."
"Eu sei." - ele assente - "Sou um ciumento horrível." - ele admite
"Então... estavas com ciúmes?"
É nestes momentos que eu gostaria de controlar melhor a minha boca.
"Claro que estava." - ele fala como se fosse obvio - "Não quer dizer que sinta alguma coisa, mas ando a dormir contigo. Eu estou a gostar destes nossos momentos. Imenso." - ele garante - "E gostaria de ficar assim contigo durante um pouco mais de tempo. Se te apaixonares por alguém, quero que me avises, pode ser? Não quero vir a saber por terceiros."
"Combinado." - beijo os seus lábios - "O Beau é gay." - conto-lhe e ele arregala os olhos
"O quê?"
"É isso mesmo. Ciúmes para nada."
"Não me sabias ter dito antes?"
"Não sabia que ele te incomodava tanto."
"Bem, agora não me incomoda nada." - ele encosta a cabeça à cadeira
"Já posso ser amiga dele?" - pergunto, como se fosse uma criança
"Agora podes." - ele responde como se me tivesse posto de castigo e agora me tivesse dito que já posso ir brincar - "Não precisar de levar telemóvel, não vais ter rede lá." - ele conta
"Ok, ouve, se me vais matar, aconselhava-te a esperar mais um pouco. O teu pai está a contar comigo para a festa de Natal."
"Pois, mas eu já tenho tudo planeado, por isso tem de ser."
"Vais-me matar como?" - riu-me
"Em primeiro, vou beijar os teus lábios, depois vou-te despir, lentamente."
O que era suposto ser uma brincadeira, arranjou um rumo completamente diferente. A minha boca está seca e o meu corpo está a aquecer.
"Vou beijar o teu corpo nu, cada parte dele."
"Ainda bem que fiz a depilação hoje de manhã." - tento quebrar o gelo
Ele olha-me e mostra-me um pequeno sorriso.
"Estás a tentar que eu pare, mas estou a ficar terrivelmente excitado." - ele finge um gemido, baixinho - "Acho que me vim."
Riu-me das figuras dele e ele junta-se a mim. Os seus dedos tocam no meu cabelo, colocando-o atrás da minha orelha. Ele sorri-me e eu sorrio de volta.
"O que é que tu me estás a fazer?" - ele sussurra-me
"Não sei."
"Não era suposto ser assim. Era suposto ser uma vez."
"E fizemos o quê? Duas? Acalma-te, não te vou pedir para te mudares comigo." - brinco, mas ele apenas sorri
"Eu aceitava."
"Está calado." - bato-lhe no peito - "Goza comigo e depois lixas-me."
O telefone sobre a mesa toca e eu pego logo, atendendo.
"Sim?"
A mão de Alexander sobe da minha perna pelo meu vestido azul, visto que agora já não uso o uniforme, nem meia-calça.
"Danaë, eu queria-te perguntar se já pensaste mais ou menos como queres os convites." - Valentina pergunta
A mão de Alexander toca-me sobre as cuecas e obrigo-me a unir cada vez mais as pernas.
"Sim." – respondo
Puxo a mão de Alexander para mim, não o deixando continuar. Ele ri-se baixinho.
"Podes explicar-me mais ou menos como queres fazer os convites? Preciso de mostrar ao senhor Raymond."
"Claro!" – falo
Alexander carrega no botão do altifalante no telefone e eu coloco o que tinha encostado ao ouvido sobre a mesa.
"Uhm... eu sei que tenho por aqui." - mexo-me no colo de Alexander e viro-me para o computador, procurando onde guardei o ficheiro com as ideias para o convite
"Não acho que seja muito urgente, aparentemente o senhor Alexander saiu do escritório há algum tempo e ainda não voltou. Mas sabe-se que está no hotel." - ela conta
Alexander coloca o seu cotovelo sobre a mesa e descansa a sua cabeça sobre a sua mão, mostrando—me um ar divertido. Volto a olhar para o computador.
"A sério?"
"Sim. Não sei se já ouviste o rumor de que ele anda metido com alguém cá de dentro."
Tanto o meu olhar como o do Alexander caem sobre o telefone.
Merda.
"Não." - minto
"Bem, eu também não devia saber, mas ouvi uma conversa, sem querer. Apenas acham estranho ele passar a vida enfiado no hotel, agora."
"Se calhar tem muito trabalho." - engulo em seco
"Danaë, querida, ele tem trabalhado de casa todos estes anos... seja como for, eu até estava para apostar que era a Abigail, mas ela está no seu lugar."
"Pois." - escondo a minha cara nas minhas mãos
Isto é tão errado. De todas as maneiras possíveis.
"De qualquer maneira, seja quem for, tem uma sorte. Aposto que tem regalias, mas ao mesmo tempo não pode contar a ninguém, o que deve ser terrível." - ouço-a soltar um longo suspiro - "É meio que uma maneira dele se divertir, se calhar."
Olho para Alexander, discretamente, que já estava a olhar para mim.
"Eu acho que ele ainda está a tentar arranjar alguém para substituir a outra."
Ele mexe-se debaixo de mim.
[Fim do capítulo]
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O Sucessor
Romance{Primeiro livro da trilogia 'O Sucessor'.} Danaë Scott é uma rapariga de vinte e três anos de nacionalidade Americana e Grega. Por escolha própria, quando os seus pais decidiram voltar para a Grécia, Danaë decidiu ficar em Boston. Alexander Raymond...
