Capítulo 63

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"Maya!" - assusto-o ao chamar a pequena - "Vamos nanar." - levanto-me e pego na menina ao colo

Eu levo-a ao seu quarto e deito-a na sua cama, cobrindo-a com os seus cobertores das princesas.

"É o teu namorado, titi?" - ela pergunta-me

"É o meu amigo." - deixo um beijo na sua testa

"Mas tu gostas dele?" - ela ri-se, baixinho

"Dorme, Maya." - ela deita-se de lado, fechando os olhos

"Tu gostas dele." - ela ri-se de novo

"Boa noite." - saio do quarto dela, sorrindo.

Alexander ainda está sentando no sofá.

"Não é como se pudesses fugir à pergunta para sempre, sabes disso?" - ele está de costas para mim, mas mesmo assim sabe que estou aqui

"Não quero falar disso." - caminho para a cozinha

"Porquê?" - ele segue-me

"Porque não." - meto a louça na máquina

"Por favor?"

Olho para ele, pensando demasiadas vezes, antes de responder.

"A D.J. é a minha meia-irmã. Mais ou menos."

"Mais ou menos?" - ele franze a testa

"É complicado, Alexander."

"São oito e meia da noite. Tenho tempo até às onze." - ele pega numa cadeira, sentando-se nela

"Se calhar devias ir, tens uma modelo para fotografar amanhã." - fecho a máquina

"Danaë..."

"Ouve, Alexander, eu não estou para isto hoje." - viro-me para ele - "Estou cansada e quero ir dormir."

"Ok. Eu entendo isso, mas podes acalmar-te? Não te estou a fazer nada. Queres que eu cancele a sessão, eu faço-o. Apenas quero que mo digas."

"Tu precisas que eu te diga que não gosto que tires fotografias a raparigas nuas?" - questiono

Ele observa-me atentamente.

"Não é como se fosse a tua profissão." - atiro

"Ter razão. Desculpa." - ele fala calmamente - "Eu mando uma mensagem ao Andrew e ele anula."

Ele pega no seu telemóvel. Passo por ele, caminhando de volta para a sala e sentando-me no sofá. Segundos depois, ele está ao meu lado.

"Quando o meu pai esteve casado, pela primeira vez, ela engravidou..."

Alexander's P.O.V.

"... o meu pai acabou por descobrir que ela o tinha traído, por isso, deixou-a. Nunca acreditando que a criança era dele." - ela conta, nunca me olhando nos olhos, mas sim para as suas mãos, no seu colo - "A mãe da D.J. até pediu ao amante para fazer um teste de paternidade, que deu negativo, mas o meu pai nunca quis saber."

"Ele contou-te?" - é a minha primeira pergunta

"Não." - ela abana a cabeça - "Quando eu tinha nove anos ela apareceu em nossa casa. Ela tinha dezoito e queria conhecer o seu pai. Nem a minha mãe sabia da história. O meu pai nunca aceitou criar uma relação com ela por isso, legalmente ela não é minha irmã, mas de sangue, é."

"Meu deus." - estou em choque.

"Sim. É a minha família." - ela levanta a cabeça

"E agora?"

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