Boa leitura!
~•~
Acordei no seguinte sem disposição alguma. Eu queria ficar na cama o dia inteiro, mas o tempo parecia estar tão bonito lá fora, bem diferente de ontem.
Ontem…
Queria ter alguém para contar sobre isso. Eu tenho mamãe, nossa relação é bem aberta a respeito desses assuntos, mas não é a mesma coisa.
Putz, isso que dá cultivar uma única amizade na vida. Balancei a cabeça. Não quero meus pensamentos indo por esse caminho.
O melhor mesmo é levantar, fazer minha higiene e começar o dia.
Depois de tudo terminado, saí do quarto às 8 horas. Não sabia se chamava o Natsu para o café ou não. Optei por não chamar.
No meio do caminho, o celular tocou e era ela.
— Oi, mãe, bom dia!
— Bom dia, filha Tudo bem? Eu queria ouvir sua voz. 'Tô com tantas saudades!
— Eu 'tô bem e também 'tô com saudades. – posso imaginá-la sorrindo. — Sabe, 'tava querendo te ligar mais tarde. Tenho uma coisa 'pra contar.
Andei até a saída e sentei numa das cadeiras que ficavam ali do lado de fora.
— E o que é?
— Papai não 'tá ouvindo não, né?
— Não, ele já foi trabalhar. – falou como se fosse óbvio.
— Ok. Então, ontem eu… – cochichei a última parte.
— Você o quê? Fala mais alto, não escutei direito. – corei.
— Você lembra do rapaz com quem eu 'tava "saindo"? – "sim", ela disse. Olhei em volta, para comprovar que estava sozinha. — Então, ontem nós transamos.
— O quê?! – afastei o celular do ouvido. — Você hein, não perde tempo.
— Não é bem ass-
— Usou camisinha?
— Mãe!
— Lembra quando eu te flagrei na cama com aquele seu coleguinha da escola? Vocês estavam fazend-
— Mãe! – tenho certeza que pareço um tomate.
— Calma. Só queria que você lembrasse que passamos da fase de "pisar em ovos".
— Eu sei, mas não precisa citar isso e respondendo a sua pergunta, nós usamos.
— Que orgulho! Minha filha sempre foi sensata e responsável. Menos naquela tarde com o coleguinha. – gargalhou e revirei os olhos. — E então, foi bom?
—…
— Quero dizer, foi estranho fazer com uma pessoa diferente depois de tanto tempo com a mesma?
— 'Pra falar a verdade, eu nem pensei nisso. — ri e ela me acompanhou. — Sei lá, foi normal.
— Você sente que está se apaixonando? Estou preocupada com isso.
— Pode parecer estranho, mas eu não 'tô. Apenas curtindo o momento mesmo.
— Ah… Então, aproveita bastante aí e nunca esqueça da camisinha. Ele pode ser bonitão, mas você não sabe se é *seguro e também, eu não quero netos agora. – brincou.
— Tem toda razão sobre isso e eu também não quero filhos agora. – ri. — Manda um beijo 'pro papai. Tchau, mãe.
— Beijo, filha. Até.
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Apenas Um Mês... ou Talvez Mais! [Finalizada]
Roman d'amourApós sofrer uma grande decepção, Lucy sentia-se perdida e decidiu fugir da atual realidade. Queria um recomeço e encontrou não só a si mesma, como também um belo bônus. [REESCREVENDO]