Boa leitura!
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Assim que teve condições, Natsu fez um negócio e vendeu o carro batido, não valia a pena reformar. Então guardou tudo o que pôde e comprou um outro, igual ao antigo. Ele não teve problema em voltar a dirigir, mas eu tive. Demorou um tempo até deixar de pensar em acidente quando ele saía com o veículo e/ou se atrasava. Consegui superar isso, mas foi difícil.
O bom é que ele manteve sua palavra e não me decepcionou.
Natsu terminou seu serviço comunitário e gostou tanto que, sempre que pode, vai ao orfanato dar aula de reforço escolar e ajudar em outras atividades. Achei isso incrível.
Depois de mais alguns meses de tratamentos, ele recuperou-se totalmente, nem parecia que havia sofrido algum acidente sério.
Nós passamos por diversas situações, boas e más, como qualquer relacionamento. Dessa forma, completamos mais dois anos juntos. Eu continuo tão apaixonada quanto no início. Talvez mais, se é que isso era possível.
Uma coisa que até hoje acho incrível é a nossa facilidade de adaptação a uma rotina. O supermercado é um exemplo. Quando um vai, acaba trazendo algo que o outro precisa ou vamos os dois, exatamente como agora.
— Você já pegou as batatas fritas? – perguntei.
— Ih, esqueci. – lá foi ele.
Andava distraída, verificando os preços, e acabei esbarrando em outro carrinho.
— Desculpa./Desculpa. – falamos.
— Lucy?! Nossa, que baita coincidência te encontrar aqui.
— Não podemos chamar de outra coisa. – lhe dei um abraço apertado. — E aí, já se adaptou?
Depois que assumi meu relacionamento com Natsu, Loke parou de me convidar com tanta frequência, mas ainda assim convidava. Após muito observar, eu descobri que ele nunca deu em cima de mim, era apenas seu jeito extrovertido e amigável. Confesso que fiquei envergonhada por ter mal interpretado tudo e quando comentei isso, ele disse que desconfiou disso, mas não disse nada porque achou que eu ficaria sem graça. Nem preciso comentar que fiquei mais envergonhada ao saber disso.
— Sabe como eu sou, né? Quando eu cheguei, senti como se tivesse trabalhado ali minha vida toda. – eu não duvido. — E aqui, 'tá muito desanimado e chato sem mim?
— Não, 'tá mais silencioso e isso é tão bom. – brinquei.
— Mentira, eu sei que vocês sentem minha falta e não os culpo. Quem não sentiria falta de mim? – sorriu convencido.
Viu? Extrovertido e amigável.
— Aqui, Luce. Oh, e aí, Loke, beleza? – Natsu estendeu a mão e o outro apertou.
— Ótimo. E você?
— Muito bem. Ah, soube dos gêmeos, parabéns.
Loke é casado e todos sabiam, menos eu. Conheci sua esposa, Aries. Ela é linda e tão diferente dele. Eles são a personificação do ditado: "os opostos se atraem". Ela é toda tímida, meiga e ele é, bom, o Loke.
— Cara, dá tanto trabalho. – riu. — Mas eu amo ser pai. – falou com uma expressão tão bonita, os olhos brilhavam. — Olha essa foto. Não são lindos?
— Own, lindos e fofos. – eu amo bebês, dos outros é claro.
— São lindos, cara. Parabéns de novo. – Natsu disse. — E sorte deles que puxaram a mãe. – rimos.
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Apenas Um Mês... ou Talvez Mais! [Finalizada]
RomanceApós sofrer uma grande decepção, Lucy sentia-se perdida e decidiu fugir da atual realidade. Queria um recomeço e encontrou não só a si mesma, como também um belo bônus. [REESCREVENDO]