Capítulo Setenta e Três.

143 11 13
                                    

✨E com esse capítulo, me despeço.✨

Boa leitura!

~•~

Se eu fosse listar as mudanças que aconteceram na minha vida desde que estive aqui pela última vez, ficaria o dia inteiro sentada nessa areia. Aliás, sempre que venho aqui, tenho novidades para contar ao mar. Talvez porque as maiores mudanças da minha vida, tenham tido seu início aqui.

***

— Temos um acordo então.

***

Foi com essa simples frase que tudo começou. Meu mundo virou de cabeça para baixo a partir daí, uma virada inesperada de rumo. Inesperada, mas muito bem recebida.

Uma pequena onda fez a água subir até onde estava sentada e, aproveitando a areia úmida, fiz um desenho e sorri ao ver que ficou bom.

L + N + N = 

Lembro que na minha adolescência, também fiz esse tipo de desenho nas folhas do caderno, mas dessa vez é muito mais especial e importante. 

Tive os olhos cobertos por mãozinhas tão pequenas, que ainda me era possível ver tudo.

— 'Adviia quem é. – uma risadinha.

— Hum… Yuna? – filha da Levy.

Meus olhos foram descobertos, senti um peso nas costas e bracinhos envolveram meu pescoço.

— Não, mamãe, sou eu! – riu. — Você nunca 'aceta. 

— Isso é porque você é muito boa nessa brincadeira. – deixei um beijinho no seu braço.

— 'Oia essa 'conchiia que eu peguei 'pa você, mamãe. – me entregou. — É muito bonita, né?!

— É realmente muito linda. Obrigada, filha.

— Nashi, você não pode correr assim na minha frente.

— Mas eu 'queia 'taze 'iogo a 'conchiia. – cruzou os braços. — Você 'demoiou muito.

— Não importa, não pode correr assim. Ouviu?

— Ouvi. – fez bico. — Eu não faço mais isso.

Ele sentou ao meu lado e nós passamos a observá-la em sua primeira vez na praia. Sorri ao lembrar quando chegamos.

***

— UAU! Que piscina 'gande! Mamãe, 'oia! – apontou. — Não tem fim!

***

— Não vai muito 'pra lá, filha. – ele disse.

— 'Tá!

Ela pegou a pazinha, o baldinho e foi construir seu castelo de areia, mas a água veio, um pouco mais alta, e acabou com seus planos. Nashi olhou para o mar, bateu o pé, apontou e reclamou com ele. Como uma resposta àquela birra, uma onda bem maior se formou e isso foi o suficiente para a menina correr até nós, sem soltar o baldinho.

— 'Voxês 'viu? – ofegava. — A água 'qué me 'pega.

— Foi porque você gritou com o mar e ele não gosta de desrespeito. – falei.

Os olhinhos arregalaram e ela encarou novamente a água.

— Eu vou 'binca aqui 'peto de 'voxês.

Apenas Um Mês... ou Talvez Mais! [Finalizada]Onde histórias criam vida. Descubra agora