- Daniel. – Sussurro pois estava deitada ao lado dele. – Amor, acorda. – Toco em seu braço e balanço de leve.
- O que foi amor? – disse ele um pouco sonolento. – Amor? – ele abre os olhos rapidamente e se senta na cama. – O que foi? Aconteceu alguma coisa?
- Calma amor. – Olho ele. – Estamos bem, mas estou com vontade de comer comida japonesa.
- Comida japonesa? – ele arqueia a sobrancelha. – Você não come peixe.
- Eu sei, mas acabei de sonhar com comida japonesa e acordei com vontade. – Respondo baixo.
- Que horas são? – ele boceja.
Sento na cama e pego meu celular, era quase três e meia da manhã. Suspiro e olho ele.
- Ah esquece, vamos voltar a dormir. – Digo colocando o celular na mesinha de cama e me deito.
- Que horas são amor? – ele me olha.
- Três e meia. – Respondo baixo. – Desculpa por ter te acordado, pensei que fosse mais cedo.
Daniel me olha, ele suspirou e sorriu logo após. Meu noivo deposita um selinho nos meus lábios e coloca uma mexa do meu cabelo atrás da orelha.
- Coloca um casaco, está frio lá fora. – Ele se levanta. – Você vem comigo né?
- Você vai mesmo? – olho ele.
- Claro, não é toda noite que você quer comida japonesa. – Ele sorriu fraco e jogou seu casaco para que eu vista. – E eu não sei o que exatamente você quer.
Descemos as escadas com cuidado, a casa estava escura pois não acendemos nenhuma luz. Daniel abre a porta da sala e fecha logo em seguida, Meg levanta a cabeça e nos olha fixamente, aceno para ela e ela volta a dormir. Entro no carro e seguimos para a cidade vizinha onde deveria ter algum restaurante japonês aberto.
Me ajeito no banco do carro, é um pouco difícil fazer qualquer coisa com essa barriga de quase oito meses e meio. Ainda não fizemos a revelação dos bebês, as doutoras pediram um ultrassom mais precisa para ter certeza do sexo dos bebês, se tudo der certo, até mês que vem vou descobrir o que são, ou seja quando eles estiverem quase nascendo.
- Está com frio? – disse Dan. – Quer mais um casaco?
- Não amor. – Bocejo. – Só estou com sono, não deveria ter inventado isso.
- Pare com isso! – ele me olha rapidamente e volta a olhar para a estrada. – Eu iria até o fim do mundo por você e pelos bebês.
- Iria mesmo? – sorrio enquanto olho ele. – Me sinto tão bem contigo, nem que parece que o pé do seu filho está empurrando minha costela.
- Até com sono e com incomodada, você faz piada. – Ele gargalha. – Estamos chegando.
Entramos na cidade e fomos procurar por um restaurante japonês que esteja aberto. Por sorte achamos um restaurante que ficava aberto 24 horas e por sorte eles tem comida japonesa. Daniel estaciona o carro em frente do restaurante e desce do carro, desço do carro e entro no restaurante logo após dele.
- Boa noite. – disse o atendente. – Ainda é noite, certo?
- Bom meio. – Respondo. – Meio noite meio madrugada. – Explico.
- Gostei dessa definição. – Ele sorriu. – O que vocês querem?
- A gravidinha aqui quer comer japa. – disse Daniel me olhando.
- Parabéns pela gravidez. – O atendente sorriu e me olhou. – Temos um cardápio só para comida japonesa. – Ele entrega o cardápio.
- Sei que vai parecer estranho, mas tem alguma coisa que tenha pouco gosto de peixe? – pergunto.
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Mariposa
Novela JuvenilMariana é uma jovem que sofre de uma doença onde seus ossos, do braço esquerdo, são frágeis. Filha de Denis e enteada de Cinthia, Mari segue a vida tomando seus remédios e vitaminas na esperança de ter uma vida normal. Porém, Mari terá que tomar a...
