Capítulo 38.

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Narrador (a): Castor

Depois de muito tempo, nós decidimos soltar o Elathan da cela dele. O general Arcturo decidiu que nós precisamos de um espião para descobrir os próximos passos de Bezalel. Eu, ele, Merope e a Maia conversamos e decidimos que o Elathan seria perfeito pra isso. E agora que ele já sabe de toda a verdade sobre o passado dele, já deu provas de que é de confiança e tudo mais, as coisas vão ficar mais fáceis. Não que nós não confiássemos nele antes, mas é que antes de mandar ele de volta, nós tínhamos que pensar numa desculpa que justificasse porque o Elathan não conseguiu fugir da prisão, já que sendo um sacerdote, ele é muito poderoso. Foram meses de preparação, mas o importante é que já tá tudo pronto.

Maia: - No que está pensando?

Castor: - No futuro.

Maia: - Como assim?

Castor: - Maia, um dia, essa guerra vai ter fim.

Maia: - Sim. Mas... eu ainda não entendi onde você quer chegar.

Castor: - Você nunca pensou no que vai acontecer quando ela acabar?

Maia: - Várias vezes. Mas...

Castor: - Maia, eu sei que isso vai ser repentino, afinal a gente mal fica junto. Mas eu não tenho dúvida nenhuma de que você é a mulher com quem eu quero passar o resto da minha vida.

Maia: - Você... você tá me pedindo em casamento, Castor?

Castor: - Sim. Mas que fique claro, não precisa aceitar se não quiser.

Maia: - Castor, isso é tudo que eu mais quero. Eu quero me casar com você, ser a mãe dos seus filhos, sua incentivadora.

Castor: - Então... isso é um sim?

Maia: - Claro que é. Eu te amo muito.

Castor: - Eu também te amo muito, Maia.

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Narrador (a): Abner

Eu estava em cima da árvore de uma floresta tocando a minha lira solar. De repente, o tempo mudou. Eu estranhei, afinal não tem inverno por esse território, mas não demorou muito para que eu descobrisse o porque da mudança. Eu vi uma moça, ou melhor, a Betânia, andando por aqui completamente em trapos. Ela estava totalmente ferida, provavelmente deve ter sido torturada por Deimos. Não fiquei surpreso, afinal qualquer um é torturado ou pode morrer naquele lugar por simples capricho do Bezalel, da mulher ou dos filhos. Me aproximei dela e a levei para dentro da minha casa, onde cuidei dela.

Betânia: - Obrigada.

Abner: - Não precisa agradecer.

Betânia: - Você é gentil.

Abner: - É normal que esteja desconfiada. Você cresceu num lugar onde não tem nada além de dor e sofrimento.

Betânia: - Acredite, nem todos do reino das sombras são maus.

Abner: - Eu sei. Toda regra tem sua exceção.

Betânia: - Estou desiludida com a vida.

Abner: - Porque foi espancada pelo homem que ama?

Betânia: - Você já gostou de alguém?

Abner: - Não. Mas tenho apreço por quem ao menos tenta mudar de vida.

Betânia: - Eu acho que não tenho salvação.

Abner: - Todos têm. Só não conseguem perceber isso de primeira.

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Narrador (a): Jilaya

Estava indo ao lago negro para me banhar. Com essa guerra, as coisas ficaram tão tensas. Eu tenho passado tanto tempo trancada no templo fazendo oferendas, rituais ou então entretendo o Deimos com as mais variadas danças. Eu nem sei como consegui sobreviver à essa tortura. Mas como dizem no mundo dos mortais, a frieza é fundamental para todo e qualquer tipo de negócios. E como hoje, eu não sou necessária no templo, resolvi ir matar um pouco a saudade do lago. Foi quando eu me deparei com o Jason completamente machucado e o levei para os meus aposentos.

Jason: - Cof... cof... o quê? Onde eu estou?

Jilaya: - Até que enfim você acordou.

Jason: - Jilaya? Pensei que estivesse no lago.

Jilaya: - Cuidar de você era o mais importante.

Jason: - O príncipe me torturou.

Jilaya: - Você tentou matar a moça por quem o Deimos está apaixonado na batalha. Eu soube.

Jason: - Eu não tinha como saber quem era ela.

Jilaya: - Poupe-me das suas explicações, Jason.

Jason: - Eu preciso sair daqui. Por favor, me ajude.

Jilaya: - Está bem. Vou ajudar. Mas tome cuidado. E não se meta em encrenca.

Jason: - Obrigado pelo alerta. Tentarei ser cuidadoso.

Continua...

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