Charlotte consegue a viajem dos seus sonhos, ir para a Itália estava sendo realmente incrível, tanto nos lugares, como nas pessoas que conheceu, inclusive um amor, ela conhece o amor da sua vida em um dia qualquer como os outros, se apaixona, e lá v...
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ESTE BEIJO OUSADO me fez lembrar de nosso primeiro beijo, quando finalmente havia me permitido aceitar que estava completamente "conquistada".
O pedido partiu de mim, no momento, o que mais almejava era sentir seus lábios aos meus, e como desejado, ele o fez.
Senti como se estivesse flutuando, tanto que criei uma certa dependência de seus beijos.
Seria difícil para mim dizer adeus.
─ Então você estava com ciúmes da dona da pousada? ─ ele ri mais uma vez enquanto caminhávamos a uma distância consideravelmente grande da pousada, e eu tento ficar séria enquanto segurava a risada.
Não me orgulho disso.
─ Isso porque você não escutou o que ela me disse, ela te chamou de charmoso ─ ele me encara como se dissesse "e eu não é o que eu sou?" e eu continuo ─ e praticamente insinuou para mim que queria ficar com você "caso não for avise, assim eu posso ir em seu lugar" ─ faço aspas nas mão enquanto tentava imita-la e ele riu mais ainda de minhas insinuações.
Logo parando a minha frente de repente enquanto segurava minhas mãos, me puxando para mais perto dele, e logo coloca sua mão direita em meu rosto, o acariciando, e a esquerda ele a direciona até a minha cintura.
─ Sabe que não tem motivos para ciúmes, amore mio ─ele o acaricia mais uma vez o meu rosto antes de levar sua mão até meus lábios, fazendo um pequeno carinho ali ─ eu só tenho olhos para você sabe? A doce francesa que roubou meu coração ─ e ele sela meus lábios com um beijo, me fazendo sorrir entre o beijo.
─ Vou acreditar em você hein, acho bom ser verdade ─ falo após nos terminarmos o beijo, ele leva sua mão até a minha e entrelaça nossos dedos, logo nos fazendo voltar a caminhar.
─ Eu jamais mentiria para você Charlotte, será que você ainda não entendeu que eu te seguiria até o inferno? Você não vai se livrar de mim tão cedo, mulher ─ enquanto caminhávamos, o sinto beijar a minha bochecha.
─ E qual é o nosso destino de hoje? ─ mudo de assunto enquanto tentava disfarçar o quanto aquelas palavras me afetaram e me deixavam envergonhada.
─ Nós vamos para uma excursão ao subterrâneo do coliseu, o que acha? ─ ele pergunta aparentemente animado, e confesso que também estava animada, nunca havia visitado o coliseu antes, e nem havia passado pela a minha cabeça ir, sei que as filas de entrada são absurdas de grande.
─ Acho que será incrível ─ exclamo contagiada com a sua alegria ─ O que estamos esperando? Vamos logo ─ falo o puxando enquanto tentava andar, tentativa em vão, o Fabrizio ao menos se mexeu.
─ Calma garota apressada, a nossa seção está marcada para daqui a vinte minutos ─ ele fala rindo, enquanto me segurava no lugar ─ mas se quer chegar cedo, acho que podemos pegar um táxi ─ ele comenta enquanto olhava o relógio em seu pulso, que parecia ser bem caro por sinal, ou era falsificado ou realmente era verdadeiro, me questiono sobre que tipo de trabalho ele tem.
─ Se não houver nenhum problema, eu realmente gostaria de pegar um táxi ─ ele assente e me conduz para o outro lado da rua, não acho que seria satisfatório caminhar até o coliseu, de carro seria muito melhor.
Atravessamos a rua nos certificando de que não havia nenhum meio de transporte por perto o suficiente para acontecer algum tipo de acidente, segurança em primeiro lugar.
Ao chegarmos do outro lado, caminhamos um pouco, questão de um a dois minutos, e enrolamos em uma esquina, onde havia alguns táxis estacionados, enquanto seus devidos donos ora estavam apoiados no capô de seus veículos e outros estavam conversando e rindo provavelmente de alguma piada ou algo do tipo entre eles.
Decidimos ir direto para o senhor de meia idade, que estava afastado dos demais, ao nos aproximarmos mais dele, notamos que ele estava fumando, com a cabeça um pouco inclinada para baixo, ao ver nossa sombra em sua frente ele levanta a cabeça nos encarando.
─ Avete bisogno di qualcosa? ─ "Precisam de algo?"ele fala meio grosso, não aparentava estar disposto para uma corrida no momento, após isso eu tento voltar para trás falando;
─ No, non è niente signore, mi scusi ─ "Não, não é nada senhor, com licença"falo tentando ir embora, mas o Fabrizio me impede e me prende no lugar.
─ In effetti, quanto costa per portarci al Colosseo? ─ "Na verdade, é sim, quanto o senhor cobra para ir até o Coliseu?" Fabrizio o questiona e antes de responder o senhor joga o cigarro no chão, logo pisando em cima, e volta a sua atenção para o meu belo italiano.
─ Per te e la signorina lo faccio per venti euro ─ "Para você e a jovem moça eu faço por vinte euros"ele fala nos encarando como quem não queria nada.
Fabrizio me encara como se estivesse confirmando comigo e eu apenas dou de ombros, não entendia muito os preços por aqui, poderia pagar uma fortuna em algo e nem saberia, achando que é barato.
─ Va bene, lo vogliano, tì pagherò appena arriviamo ─ "Tudo bem, nós vamos querer, lhe pagarei quando chegarmos lá"o senhor concorda com a cabeça e sai de seu lugar, dando a volta no veiculo e parando em frente a porta do motorista.
Fabrizio segura a minha mão e me puxa em direção ao carro ─ eu vou na frente, está bem? ─ ele fala ao abrir a porta do banco de trás para mim e eu o olho como quem falasse "vem atrás comigo, por favor" e faço um biquinho, jurando que era fofo.
Acho que estava mais para uma careta, ele solta uma risada baixa, provavelmente para apenas eu escutar, mas o motorista ranzinza escuta e nos olha sem entender nada, acho que ele estava quase desistindo dessa corrida.
─ Tudo bem, eu vou atrás com você, entre primeiro ─ sigo suas instruções e ele logo entra atrás de mim.
O motorista também entra, e liga o taxímetro, dando partida no carro, durante o caminho sentia o Fabrizio apertar a minha mão, nada que pudesse me machucar, estava mais para um carinho.
Eu me perco por um momento na paisagem fora do carro, e aproximo minha cabeça a janela, melhorando a minha visão, sinto um olhar sobre mim e viro o rosto, encontrando o Fabrizio que estava me encarando como se eu fosse uma garrafinha de agua gelada no fim de uma maratona de 10 quilômetros.
─ O que foi? ─ o questiono sorrindo.
─ você é simplesmente linda, e eu não me canso de dizer isso ─ eu reviro os olhos ainda sorrindo, ele queria mesmo me deixar corada.
─ Para ou eu vou ficar vermelha ─ ele beija a minha bochecha enquanto sorri.
─ você fica adorável enquanto está vermelha, amore ─ aparentemente o motorista não entendeu nada, Amém, ou se não, as minhas bochechas ficariam mais vermelhas do que já estão, Fabrizio não poupava suas insinuações.
─ Fabrizio! ─ o repreendo enquanto arregalava um pouco meus olhos, não o suficiente para eles ficarem esbugalhados ─ aqui não!
─ Então onde? ─ ele questiona sorrindo maliciosamente e eu olho pelo retrovisor para o motorista, que aparentava não ligar para nada.
Fabrizio pareceu entender a minha linha de raciocínio, mas ele parou? não, ele apenas intensificou suas palavras.
─ Non vedo l'ora di arrivare a casa amore mio, oh ─ "Não vejo a hora de chegarmos em casa, meu amor, ah" ele suspira ─ pensa a tutte le cose che ti farò, penso che sia ora di dare a nostro figlio un fratellino ─ "Pense nas coisas que irei fazer em você, acho que está na hora de darmos um irmãozinho ao nosso filho".
Eu praticamente coloco meus olhos para fora depois de tais palavras, eu o encaro sem acreditar, enquanto ele me devolvia um olhar sacana e o pobre motorista começa a tossir, e a abanar seu rosto com uma das mãos, enquanto mantinha a outra no volante.
─ Se morrermos a culpa será sua! ─ falo entredentes para o safado ao meu lado, ainda o escutando soltar uma risadinha.