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Resolvemos mergulhar fundo no que estamos sentindo, somos assustadoramente parecidos, os mesmos gostos e maneiras de pensar, intensos na mesma proporção, explosivos e ciumentos mas ele sabe fingir mais que eu, tudo bate tão certo que eu fui gostando dele além do sexo.

Depois daquele dia no motel que decidimos tentar ter algo além de encontros casuais, viramos ficantes fixo, e eu contei para minha mãe sobre ele, evitei detalhar o tipo de relacionamento que tenho com ele, mas ela compreendeu de boa, já com minha vó foi um pouco complicado ela acha que Théo pode está me usando e que sai com outras mulheres pelo fato de morar em outra cidade e não querer assumir um compromisso sério.

Tento não cair em pilha errada, não acredito que ele possa está me enganando, temos algo bom rolando entre nós, a conexão que criamos um com o outro é real não posso imaginar que tudo possa ser uma mentira.

Admito que sinto ciúmes daqueles que me tira o sono, sou insegura e ele tem maior pinta de pegador e quando está usando a farda da polícia então eu perco toda a minha noção de raciocínio, e se eu fico assim imagine as mulheres que esbarram nele por aí, fico possessa de ciúmes.

Ele vêm me mostrando um lado romântico e me surpreendendo a cada encontro que temos, o vejo em todos os finais de semana, a saudade bate nível hard e é tão bom voltar a sentir o coração acelerar, o corpo inteiro se arrepiar novamente. Sensações que eu pensei em nunca mais sentir novamente.

Antes do Natal nos encontramos, eu viajaria com minha família para o litoral em consequência disso ficaríamos sem nos vê até janeiro, e pra tentar amenizar a falta que iríamos sentir resolvir passar uns dias na casa dele.

- quantos dias você vai ficar por lá dessa vez Maya? - minha mãe pergunta antes de eu passar pela porta.

Com um olhar de desaprovação e semblante sério eu prevejo que lá vem sermão.

- não começa mãe, eu já conversei com a senhora sobre isso ontem, tchau agora tenho que ir. - falo me apressando mas sou barrada por Léo que está chegando em casa.

- pra onde a mocinha pensa que vai? E que maneira é essa de responder a mamãe? - ele me lança um olhar ameaçador mas não me abalo com isso.

- desculpa mãe, eu só quero que parem com isso, deixa eu viver, que saco! Mãe confia em mim por favor. - suplico enquanto ela me olha atentamente.

- eu conheço Théo mãe, ele foi amigo do Enzo, tem fama de pegador mas se Maya tá de boa em ser chifruda deixa ela. - Léo diz e logo sai da sala e sobe as escadas em direção ao seu quarto.

- filha eu só tenho medo de vê você sofrendo novamente, se cuida por favor.

As palavras de minha mãe me deixam emocionada, caminho para perto dela e a abraço forte.

- eu te amo mãe e te entendo tá?

Ela me olha nos olhos e sorrir contida, e volta a me abraçar.

Sair de casa mais leve, sei que minha família só quer me ver bem, mas as vezes eles tornam tudo tão difícil para mim.

Depois de dirigir por uma hora e meia chego no apartamento de Théo, pego as chaves reserva que ele deixou na portaria pra mim e subo, ao abrir a porta vejo o local todo arrumado e o perfume dele pairando no ambiente, vou até seu quarto e deixo minhas coisas lá.

Pretendia fazer um jantar para quando ele chegar da delegacia, mas ainda sou um fiasco na cozinha e decido pedir comida pelo aplicativo, espero o pedido chegar sentada assistindo tv, o apartamento dele é bem típico de um homem solteiro, mas bem arrumado.

Quando o pedido chega eu arrumo tudo e vou tomar um banho, ao sair do banho escuto a porta da sala sendo destrancada e ele entra com um sorriso largo no rosto. Fico imóvel o admirando vestido com o uniforme todo preto e o distintivo pendurado no pescoço me arrancando um suspiro.

- nossaa! Nunca desejei ser presa como estou desejando agora. - umedeço meus lábios num ato de provocação.

Ele vem se aproximando com um sorriso ladino e cerrando seus olhos e cada passo que ele dá em minha direção meus corpo queima de desejo.

- seu desejo será realizado minha marrenta, mas vou logo avisando que não pego nada leve com meus prisioneiros... - sinto seu hálito quente sussurrando em meu ouvido, me arrepiando dos pés a cabeça.

- quem disse que eu quero que pegue leve? - respondo o provocando.

Ele se afasta um pouco do meu corpo e retira da cintura suas algemas, e as coloca em meu pulso suavemente.

- Senhorita Maya você está presa por invasão de propriedade e roubo - sinto meu corpo ser carregado me pegando de surpresa fazendo meu coração errar as batidas.

- calma ai policial o que eu invadi e roubei? - pergunto embarcando na brincadeira.

- você invandiu minha vida e roubou meu coração e agora ficará presa em prisão perpétua.

Ele me leva até seu quarto, onde eu me perco em seus beijos, cada toque seu em meu corpo me deixa completamente fora de mim, a brincadeira foi tão boa que repetimos outras vezes.

Uma Eterna AprendizOnde histórias criam vida. Descubra agora