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Passaram alguns dias e eu vivo na espectativa de ir até a cidade que Rafael mora atualmente, mas quando eu pensei que tudo estava caminhando muito bem ele me me manda uma mensagem contando  que algo grave aconteceu com a irmã dele.

Rafael teve que ir urgentemente para Belo Horizonte, e em meio a turbulência que a família dele esta passando todos o tem como um alicerce, um porto seguro onde todos podem se apoiar e segurar em momentos de tempestade.

Em meio a tudo isso eu fiquei sem reação e sem ter o que fazer, eu não sei como reagir a uma situação dessas, a irmã dele internada na uti, depois de ter dado a luz e por um erro médico ter dado duas paradas cardíacas ficando entre a vida e a morte.

Por telefone eu tentei confortar Rafael e mesmo ele tentando transparecer calma eu sentia o abatimento dele. Senti a necessidade de fazer algo a mais por ele e a família dele mais era algo que não tinha muita coisa que eu pudesse fazer.

Conversando com minha best Laura uma idéia surgiu na minha cabeça, eu queria que ele soubesse do carinho que sinto por ele e por todos da sua família, então eu decido viajar de última hora, eu preciso ir lá nem que seja para o abraçar e demostrar meu carinho.

Laura, minha mãe e minha vó me incentivaram na hora e o único que se opôs foi meu pai, que achou uma loucura eu fazer uma viagem para outro estado as pressas e sem planejamento algum.

É uma loucura sim, mas será a primeira vez que farei algo do tipo por Rafael, ele sempre fez tudo por mim e agora ir até ele será o mínimo que posso fazer.

Enquanto arrumo minha mala, minha mãe pesquisa os vôos e compra minha passagem aérea, e mesmo sem concordar meu pai vai me levar até o aeroporto, antes ligo para Bianca a irmã caçula de Rafael e a aviso que estarei indo, mesmo passando por um momento difícil ela me atende e fica feliz em saber que estou indo visita-las, mas a peço que não avise nada para Rafael.

Durante todo o vôo eu fui sentindo um frio na barriga, não consigo imaginar a reação dele ao me ver, estou com medo de não ser uma presença que ele queira ter por perto mas ao mesmo tempo sinto que ele vai gostar de vê o que fui capaz de fazer.

Quando chego em Belo Horizonte pego um taxi e sigo até o endereço que Bianca me passou, estive aqui a um tempo atrás quando Rafael me trouxe para conhecer sua família e me encantei por todas e entendi o porque ele é desse jeito tão educado e cordial pois sua mãe e suas irmãs são assim também.

Paro na porta da casa deles 30 minutos depois, o frio na barriga se intensifica, minhas mãos começam a suar mas eu toco o interfone com toda coragem. Não demora muito para Bianca aparecer com um sorriso encantador no rosto.

- ai meu Deus você veiu mesmo! Eu não tô acreditando! - diz abrindo o portão e em seguida me abraça.

- eu disse que estava vindo, como pode duvidar?

- você é louca garota! Ele vai amar quando te vê. - diz sorrindo

- ele tá ai ou no hospital? - pergunto curiosa.

- ele tá lá babando o nosso sobrinho, só vai no hospital mais tarde, vamos entrar que quero vê a cara dele quando te vê.

Ela vai me puxando para dentro da casa.

Quanto mais eu me aproximo da porta mais fico nervosa e fico pior quando entro e a primeira pessoa que vejo e ele olhando com atenção para um carrinho de bebê, quando ele levanta o olhar para observar quem está na porta e seus olhos cruzam com os meus o mundo some para mim.

Não vejo nada em volta apenas seu olhar que me diz tanta coisa sem pronúnciar uma única palavra, vejo surpresa e alegria ao mesmo tempo, e mesmo eu querendo dizer tantas coisas eu me calo o observando vim ao meu encontro e me abraçando forte.

Correspondo ao seu abraço com a mesma intensidade, permaneço em silêncio mas sinto que ele sabe tudo que eu quero te falar nesse momento.

- você está realmente aqui ou estou delirando por ficar dias sem dormir direito? - diz ao pé do meu ouvido

- eu estou aqui, é real... eu vim pra te dá um pouco de carinho e dizer que estou aqui para o que precisar, você pode contar comigo sempre. - digo com a voz embargada querendo chorar.

Ficamos um tempo abraçados e só nos afastamos quando o bebê chora deixando Rafael em alerta.

- vêm conhecer o príncipe da casa. - ele segura minha mão e me conduz até o carrinho onde o bebê está.

- que lindo! - digo um pouco longe pois acabei de chegar do aeroporto e preciso tomar um banho antes de me aproximar do bebê.

- vêm Maya vou te levar até o quarto de Rafael pra você tomar um banho, você tem algum problema de ficar hospedada lá? - Bianca me pergunta desconfiada.

- não, nenhum problema, e preciso urgente de um banho. - a respondo

- pode deixar que eu a levo mana, vou ajuda-la com a mala, fica aqui de olho no bebê enquanto dona Lurdes prepara a mamadeira dele. - ele fica bem próximo de mim pega a minha mala e me leva até seu quarto.

Fui visitar A irmã dele no hospital mas não pude entrar na uti, dei um abraço em sua mãe e conversamos um pouco, era nítido a tristeza no olhar de cada um deles, um momento tão especial que é o nascimento de uma criança se transformou em um pesadelo para toda família.

Uma Eterna AprendizOnde histórias criam vida. Descubra agora