IV NOSSA HISTORIA VAI PARAR EM UM MUSEU.

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FERNANDA DILUA

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.FERNANDA DILUA.

17 DE DEZEMBRO

ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE.

Volto para o tour de Annabeth, e novamente reparo que Piper não parecia surpresa ou espantada, não parecia a beira das lágrimas como vários dos campistas que passam por ataques antes de chegar aqui. E a cada segundo ficava mais intrigada com essa garota.

— Vai ficar tudo bem — prometeu Annabeth, não sabia sobre qual era o assunto que estavam no momento mas tinha muita coisa que não estava nada bem, e nem iria ficar bem tão cedo— Você tem amigos aqui. Já vivemos muita coisa estranha. Sabemos o que está sentindo.

— Fui expulsa de cinco escolas nos últimos cinco anos — disse ela. — Meu pai já não sabe onde me matricular.

— Só cinco? — Annabeth solta debochando. — Piper, todos nós fomos tachados de problemáticos. Eu fugi de casa aos sete anos, a Fernanda é fugitiva da polícia em pelo menos cinco estados daqui ate a California, e brincou por anos de fugir de um lar adotivo para outro, correr do concelho tutelar, e depois de reformatórios.O que eu quero dizer é que, A maioria de nós ou são taxado como problemáticos— diz apontando para si mesma— ou são problemáticos— aponta pra mim com um ar sarcástico, e eu apenas reviro os olhos soltando o ar em um riso baixo fingindo indignação. 

— Sério? — Pergunta Piper meio espantada.

— Sério. A maioria de nós é diagnosticada como portadora de dislexia ou de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, ou as duas coisas...

— Leo tem TDAH e hiperatividade — disse Piper.

— Claro. Isso é porque somos programados para o combate. Somos rebeldes, impulsivos... Não nos saímos bem entre as crianças normais. Você precisa ver quantas encrencas Percy... — O rosto dela ficou sério perdendo o ar divertido que conseguiu a poucos segundo— Nós, semideuses, temos má fama. Você se encrencou com o quê?

— Eu roubo coisas — disse. — Bem, não é exatamente roubar...

— Sua família é pobre?

Piper sorriu com amargura.

— Nem um pouco. Eu fazia isso... Não sei por quê. Para chamar atenção, acho. Meu pai nunca tinha tempo para mim, a menos que eu estivesse em apuros.

Annabeth assentiu.

— você disse que não roubava exatamente. O que fazia? —pergunto.

— Sabe... Ninguém acredita em mim. A polícia, os professores, até mesmo as pessoas de quem eu roubava: ficavam constrangidas, negavam tudo. Mas a verdade é que eu não roubo. Só peço as coisas às pessoas. E eles me dão. Mesmo o BMW conversível. Eu pedi, só isso. E o vendedor disse: "Claro, leve." Depois ele percebeu o que tinha feito, acho. E então a polícia foi atrás de mim.

𝐄𝐬𝐭𝐫𝐞𝐥𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐜𝐡𝐚𝐦𝐚𝐬- 𝐋𝐞𝐨 𝐕𝐚𝐥𝐝𝐞𝐳Onde histórias criam vida. Descubra agora