VII A FILHA DA MORTE E O GAROTO DAS FORJAS.

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FERNANDA DILUA

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.FERNANDA DILUA.

17 DE JUNHO

ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE


Quíron bateu os cascos no chão trás vezes para que todas as discussões cessassem por completo.

-Já temos, a forja, o filho do relâmpago, e a pomba-começa a listar um dos campista do chalé de Athena e sinto vontade de taca um sapato nele para que cale a boca, mas seria só adiar o inevitável- a filha da morte ainda não se manifestou.

Os olhares caíram sobre mim e Will deu um tapinha nas minhas costas me encorajando.

-Acho que isso é meio óbvio de quem seja- disse Trevis do chalé de Hermes.

-Pode ser o Nico Di Angelo- interveio Drew, sua voz esganiçada fazendo birra-ela não é a única filha de hades que existem.

Como já disse temos nossas rixas.

-De duas uma ou é burra ou é sonsa-digo simples de saco cheio dessa garota.

-Não me chame de sonsa-reclama ofendida.

-ótimo então é burra- falo sorrindo sarcástica, e risadinhas ecoam pelo anfitrião- não sabe diferença de genero? filhA, filhO.

-ótimo. então já temos a equipe formada para esta missão-intervém Quiron tentando acalmar as coisas-Espero que isso tenha sido você se voluntariando senhorita Dilua- questiona , lanço um olhar para Annabeth que me olha com expectativa. Apenas confirmo com a cabeça para Quiron e a vejo soltar o ar que prendia, ele faz um gesto para que eu desça para ficar ao lado do outros voluntários. Apenas me jogo nas sombras aparecendo ao lado de Annabeth que dá um pulo engolindo um grito assustado. Leo, Jason e Piper, não fazem o mesmo e três gritos ecoam junto com suspiros sufocados dos outros campistas. finalmente Clovis acorda com o pulo que a garota ao seu lado da ao se assustar.

-incrível- murmura o filho de Hefesto.

-Jason filho de Zeus, Piper filha de Afrodite, Leo filho de Hefesto e Fernanda filha de Hades -fala Quíron retomando a nossa apresentação.

Os murmúrios se espalham e lanço um olhar significativo para Quíron. Ele acena com a cabeça fazendo pouco caso me liberando daquilo.

Minha cabeça roda, me sinto enjoada. Não era minha primeira missão mais depois do ano que a gente teve eu espera pelo menos um descanso temporário de faxineira dos deuses. Por que era isso que nós éramos. Grover, Percy, Annabeth e eu, fomos faxineiros por cinco longos anos limpando toda a bagunça que era desagradável aos deuses, e toda a zona que eles causaram. Eles mandavam um para uma missão sabendo que sairia em pacote completo, o sátiro que encontro Pã, o garoto que lutou com o deus da guerra com doze anos e venceu, e a garota que segurou o peso do céu e reconstruiu o olimpo, e eu, a garota que com a força do ódio derrubou uma legião inteira e matou um titã sozinha com magia que não deveria ter. "E tudo isso por um namorado morto" -foi o que disseram. Mas Charles Beckendorf foi bem mais do que isso.

Para um(a) filho(a) de Hades que sentem o peso literal da morte de alguém, para alguém que tem que lidar com o luto por alguém próximo, a situação nunca é fácil, então misturar uma filha de Hades com vários entes queridos mortos, é uma coisa que nós destrói. Sempre quis me proteger, me privando de viver e conhecer pessoas, não queria me apegar e senti-las morrer, mas com pessoas como o Percy, o Will, a Annie, e o Charles foi impossível, eles virão meu silêncio e meu isolamento como um pedido de socorro- e estavam certos em parte- virão minha grosseria como um desafio e um mecanismo de defesa ao qual eles passaram fácil,fácil.

Sou puxada de meus pensamentos pelo garoto de Hefesto vindo atras de mim parando ao meu lado andando comigo.

-Noite estranha, né? - diz e seu tom brincalhão não esconde seu nervosismo. Me lembro da minha primeira missão e me forço a não ser grosa com ele já que ele claramente esta nervoso pelo que esta por vim.

Estávamos indo em direção dos bosques, e por um momento parei tentando me lembrar o porque a passagem para a floresta estava sendo proibida, não achei a resposta, a única coisa que passava na minha cabeça era o olha supliciante de Annabeth, as palavras de Rachel. Respiro fundo e continuo andando em silencio com o garoto, os dois estavam tão imersos nos próprios pensamentos que era ate agradável o silencio e a companhia, alguém que me lembrasse da realidade, que o tempo não havia parado no anfitriato quando Quiron anuncio meu nome. Ou apenas ate chegarmos a margem da floresta.

Uma voz que poderia ter sido trazida pelo vento sem uma direção ou alguém que a pronunciara me arrancou de meus pensamento. Não foi culpa sua, meu pequeno herói. Nosso inimigo está acordando. É hora de parar de fugir.

-Mas que porra- solto, e com um só puxão arranco a corrente do pescoço a transformando em espada, o brilho do bronze celestial ilumina com uma luz fraca o bosque ao nosso redor, fico em alerta, uma mão empunhando a espada e a outra puxando Leo para perto.

- Hera - murmurou Leo -, você não está aqui, certo? Está presa em algum lugar.

-se pode mandar recado pode ajudar, nos poupe tempo e diga onde você esta- falo ríspida.

Não houve resposta. imprestável .

Corujas piavam alto, e ouvia-se ao longe, algo como um coro de cobras. E aquilo parecia ter acabado, a serenidade nas margens da floresta reinava como se nada além de Leo e eu tivesse presenciado aquilo.

- Acredite em mim, senhora - o garoto murmurou -, eu não me esqueci. E, seja lá quem você for, vou encará-la com toda a força, ao estilo Leo Valdez.

-Você sabe o que isso significa ? - pergunto e ele hesita em dizer algo.

-Talvez.

Tudo bem, estou cansada demais para lidar com isso, ele quer guardar esse segredo, então tudo bem, eu também guardo os meus, não vou ser hipócrita a esse nível. Respiro fundo na escuridão da floresta. As sombras me abraçado e abrindo espaço para o brilho do bronze celestial.

𝐄𝐬𝐭𝐫𝐞𝐥𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐜𝐡𝐚𝐦𝐚𝐬- 𝐋𝐞𝐨 𝐕𝐚𝐥𝐝𝐞𝐳Onde histórias criam vida. Descubra agora