Eu e vovô riamos enquanto passávamos pela porta da cozinha, havia acabado de o derrotar na quadra, mais uma vez.
— Quem ganhou? — Mary indagou, os olhos se erguendo na massa que preparava sobre a bancada. Pelo visto vamos ter pães de leite hoje.
Vovô suspirou pesadamente.
— Eu sinto que não sou mais um adversário à altura — Franklin ainda ofegava, e até levantou a boina para limpar o suor na testa.
Minha situação não estava muito diferente, podia sentir as gotas deslizando pelas minhas costas, os fios de cabelo solto grudando na nuca. Mas tinha sido bom.
Angelina deu uma risadinha. Neguei, me apoiando na bancada.
— Quem sabe na próxima, seu Franklin — disse a mais velha. Mary trabalhava aqui desde que eu me lembre, fazia parte da família, ainda mais quando não tinha uma. Sempre me perguntei por que, porque ela nunca se casou, porque nunca teve filhos.
— Eu gosto de jogar com você, vovô — digo.
— Eu sei que sim, Lize — ele seguia na direção da geladeira, mas Angelina o interrompeu.
— É água senhor? Pode deixar que eu pego — ela se pôs na frente dele, a mão já abrindo a porta disfarçada com o mesmo material dos armários.
Vovô sorriu fraco e voltou para o meu lado.
— A questão é que eu estou velho para isso — ele continuou para mim.
Revirei os olhos.
Angelina voltou com nossos copos de água, ao qual entornei em segundos.
— Vamos ter alguma coisa sábado? — Indago a Franklin.
— Não que eu saiba — ele diz abaixando o copo. — Por quê?
— É que estávamos marcando para ter uma noite das garotas— expliquei. De soslaio vi os olhos de Angelina seguirem para vovô, como se buscando na reação.
— Na casa de quem? — Ele examinou a fruteira.
— Emily Adams.
— A filha da detetive Adams? — Pegou uma laranja.
O que? De-detetive! A mãe da Emily era detetive? Pisco tentando me lembrar dela, todas as vezes que fui estudar com Emily ela não estava lá ou se estava não vi nada que a ligasse a polícia. Ou não tinha prestado atenção.
Puta merda! Ela trabalhava com Jacob. Eu não lembro de ter a visto no departamento no dia que estive lá, e se ela tivesse me visto, com certeza me trataria diferente quando estive em sua casa. Com certeza não ia querer uma garota que vai parar na polícia fosse próxima a sua filha, por mais que eu fosse inocente. Não é isso que importa.
Formulei um sorriso quando vovô ergueu os olhos da laranja que descascava.
— Sim, ela mesmo — ele anuiu.
— É uma boa menina. Fico feliz que seja amiga dela — sorrio mais. — Pode ir, Lize. Só avise a sua avó.
Soltei os ombros devagar.
— Perfeito — deixei o copo na bancada e dei um beijo na bochecha dele. — Obrigada vovô.
Virei para Mary.
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TENNESSEE
רומנטיקהO mundo paralisou quando eu o vi pela primeira vez. O homem mais lindo, magnético e aterrorizante que conheci. E eu, que odiava ouvir um não, não iria desistir enquanto não tivesse aquele xerife aos meus pés. "Você sempre será minha doce e degenera...
