O cheio dos murffins era completamente inalável até mesmo das escadas. Era o primeiro sábado de novembro, primeiro final de semana desde o início das obras da igreja e o clima estava extremamente agradável em Columbia. Sol, mas não tão quente, o que segundo Mary foi uma benção divina que sinalizava o agrado de Deus pela reconstrução do seu tempo. Mary era extremamente religiosa e nesse momento fazia uma cesta de seus murffins para levarmos a obra, ideia de Marjorie que convocou todos os que podiam e, não faziam parte da obra, para levar comida para os voluntários. A ideia foi super endossada por Hellen, a primeira-dama, que conseguiu galões de água, suco e até mesmo uns caixotes de refrigerante, patrocinados pelo supermercado dos Reynolds. Ou seja, seria uma festa e o reverendo Tompson estava superfeliz.
Desci as escadas vestindo uma jardineira jeans e um top azul com bolinhas brancas, nos cabelos, um laço amarelo prendia o rabo de cavalo. Eu tinha decido que hoje ia ser um bom dia, que a partir de hoje eu ia superar Jacob, superar a nossa briga e superar tudo o que ele disse pra mim. Afinal, a verdade é que eu sabia o que tinha feito e porque tinha feito, sabia o que fiz e não fiz, sabia minha intenção, e o xerife foi um idiota por falar tantas merdas. Então, que se dane. Eu não ia mais sofrer, eu não ia mais ficar me torturando com memorias do que já passou. A partir de hoje, já chega. E foi por isso que eu me arrumei, porque hoje era um novo dia.
— O cheiro desses murffins ta me fazendo ter alucinações — falei assim que passei pela porta da cozinha.
Formas, formas e mais formas estavam espalhadas pela ilha, onde de um lado Angelina tirava desenformava os bolinhos e do outro Mary se inclinava para o forno, tirando mais uma fornada fumegante lá de dentro, os montinhos dourados com pontinhos escuros, o cheiro da massa de baunilha.
Angelina sorriu para mim e a cozinheira, assim que girou para colocar a nova fornada na ilha fez o mesmo.
— Fiz de vários sabores, sua avó não poupou ingredientes — Mary disse pousando a forma entre as demais.
E era verdade, havia duas formas com murffins sabor chocolate com gotas de chocolate tanto preto quanto branco, outras duas de murffins de baunilha com gotas de chocolate preto, duas de murffins de baunilha com gotas de cramberry (os plantados aqui no rancho), duas de maçã com canela e uma de...
— De que são esses? — Apontei para duas formas com murffins sem gotas que pudessem denunciar seu sabor.
As duas seguiram meu olhar.
— Ah! É uma receita nova que eu estava testando — ela tirou as luvas das mãos. — Murffins de abobora com cream cheese.
Arqueei as sobrancelhas.
— Uau. Diferente.
— É, por isso que só fiz uma fornada, vai que não gostam — Mary suspirou e eu me coloquei ao lado de Angelina para ajudar a desenformar.
— Eu duvido. Abobora tem gosto de outono e quem não gosta de cream cheese? — A morena ao meu lado concordou.
— Todo mundo ama seus Murffins. São os mais fofinhos e saborosos do Tennessee — foi o que Angelina falou.
A mais velha sorriu.
Usando uma pequena espátula para auxiliar, eu tirava os bolinhos um por um das formas e colocava na cesta coberta por um pano quadriculado vermelho e branco. Agora com seis mãos o trabalho ficou mais rápido e logo as cestas encheram.
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TENNESSEE
RomantikO mundo paralisou quando eu o vi pela primeira vez. O homem mais lindo, magnético e aterrorizante que conheci. E eu, que odiava ouvir um não, não iria desistir enquanto não tivesse aquele xerife aos meus pés. "Você sempre será minha doce e degenera...
