P.O.V Jason
Era o sábado, dois dias após o feriado de Ação de Graças, chamei alguns amigos para uma um churrasco no quintal de casa. Meus pais tinham ido para Nashville, um dia de casal, e eu prometi que cuidaria da casa, então era isso que eu estava fazendo.
Desci as escadas, Eminem tocando a todo vapor, mas era três da tarde, ninguém podia reclamar. Lá de fora eu podia ouvir as vozes estridentes, as risadas e os pulos na piscina aquecida. Saí pela porta da varanda, que dava na área da piscina.
Me aproximei de Dylan e Tyler.
— Onde ta o Reynolds? — Indaguei, levando o copo de cerveja a boca.
Dylan riu e apontou com o queixo para a diagonal. Olhei na mesma direção e vi o meu melhor amigo sentado na borda da piscina conversando com Amber, os dois riam.
Franzi o cenho, mas virei de volta para os meninos com a cara lisa.
Investir no meu melhor amigo...isso era baixo demais até pra ela.
— Foi só a coitada Adams sair da cola e... — Tyler fez barulho de tipo.
— Ele vai ser um otário se cair no papinho da Amber.
— Que isso Jason? Ciúmes da ex-abelha rainha? — Zombou Dylan, um sorrisinho no canto da boca.
Funguei.
— Por que eu teria? Eu tenho a Hastings, cara — dei de ombros.
Os dois sorriram.
— É, mas andam dizendo por aí que a Hastings é bem conservadorazinha entre 4 paredes... entendo sentir saudade da Amber, ela era um furacão — Tyler soltou.
A única pessoa que sabia que eu não transava com a Elizabeth era o Peter. Se aquele desgraçado tiver aberto a boca...
Dei uma risada e um passo a mais na direção do mais alto.
— Acho melhor você vigiar bem essa boca antes de falar da minha namorada, Tyler.
Vi o de pele negra engolir seco, os olhos ficaram suavemente mais arregalados. Então formulei um sorriso e pisquei para ele, recuando e dando um gole da minha cerveja.
— Além do mais, as que parecem santinhas são as piores — ri e eles riram comigo, parecendo aliviados.
— Se são — Dylan concordou.
Nós ficamos batendo um papo ali quando Elizabeth se aproximou.
— Pode me levar pra casa? — Sua expressão não era muito boa, ela parecia desconfortável.
— Como assim? Por quê? — Indaguei.
— Se não quiser me levar tudo bem, eu peço ao Joshua — ela já estava dando meia volta daquele seu jeito petulante quando a segurei pelo braço, a puxando de volta.
Elizabeth me encarou sem nenhum sorriso, ou qualquer pingo de bom humor no rosto. Bufei.
— Ta bom.
Ouvi as risadas dos meninos atrás de mim. Olhei para eles por cima do ombro e eles pararam de rir, desviando o olhar, assobiando.
Ótimo!
Era tão irritante como essa garota me desmoralizava na frente de todos os caras. Ela tinha esse rei na barriga, dona de tudo, bem típico da família dela. Meu pai sempre falou muito bem dos Hastings, e eles eram legais, mas eu conseguia ver a empáfia deles a quilômetros. Meu avô me dizia a verdade, no início de tudo, nossas famílias eram inimigas, brigas por terras. Os Mackenzie nem sempre foram ricos como são hoje, eram fazendeiros e a nossa propriedade ficava do lado da dos Hastings. Bom, acontece que houve uma briga grande eles os nossos ancestrais, algo envolvendo as terras que no final foram vendidas aos Hastings por uma mixaria. Mas foi a partir daí que começamos a trilhar o caminho até o que somos hoje. Uma das famílias mais ricas e tradicionais de Columbia.
Deixei meu copo em cima de uma mesa e segui com Elizabeth até a garagem. Ela ficou calada o tempo todo, o que não era tão comum, mesmo quando seu celular tocou pelo menos umas 4 vezes e eu consegui ler na tela: ID não identificado.
— Ta tudo bem Hastings? — Indaguei quando ela bloqueou o celular em mais uma ligação.
— Ta sim, eu só não tava me sentindo muito bem — ela disse, os olhos fixos na paisagem da janela.
Eu sentia que ela estava mentindo. Mas Elizabeth não me contava muitas coisas, sabia que ela tinha segredos, segredos relacionados a Nova York e que me interessavam muito. E eu tinha impressão de que essas ligações tinham a ver com isso.
— Quem é que ta te ligando tanto Elizabeth? — Fui mais sério, mas ela virou o rosto para mim com uma expressão...
— Acho que você se perdeu no personagem Jason — soltou. — Eu não sou uma namorada e não te devo satisfações.
Eu não podia insistir, não quando eu sabia que a resposta iria ser um belo de um "vá tomar conta da sua vida". Então eu apenas disse:
— Eu só to preocupado com você sua idiota.
Elizabeth fungou.
— Se preocupe com a sua própria bunda Mackenzie.
Garota odiosa. Mas o que eu não fazia pelo bem de todos, não é?
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TENNESSEE
RomansaO mundo paralisou quando eu o vi pela primeira vez. O homem mais lindo, magnético e aterrorizante que conheci. E eu, que odiava ouvir um não, não iria desistir enquanto não tivesse aquele xerife aos meus pés. "Você sempre será minha doce e degenera...
