Capitulo 6:O Curandeiro

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   –O inferno está procurando por você harry.

...

– E eles lhe encontraram .

...

Uma risada ecoou
– Não, eu deixei vocês me encontrarem. Não o contrário...



 

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    Um ruído sutil me despertou vagarosamente. Ao abrir os olhos, deparei-me com Barty revirando o armário do quarto. Aos poucos, as palavras soltas que ele murmurava começaram a fazer sentido: "Essa não...", "Talvez essa...", "Definitivamente não combina", "Horrível" e, por fim, um enfático "É essa!" antes de sair triunfante do closet segurando algumas peças de roupa.

— Vejo que já está acordado. Que pena, nem precisei te chamar. — Barty lançou um sorriso irônico enquanto atirava as roupas sobre mim. — Vamos, levante-se. Tome um banho e vista isso. Meu senhor está aguardando para o café da manhã. Não me faça repetir.

— Que maravilha... — Harry murmurou, revirando os olhos, antes de ser empurrado para fora da cama. Cambaleando, ele entrou no banheiro, jogou as roupas sobre o puff e se encarou no espelho.

O reflexo diante dele parecia exausto. Olheiras profundas marcavam seu rosto, denunciando noites mal dormidas. Algo estava, claramente, fora de lugar. Ele sabia que poderia resolver aquilo, mas a ideia de chamar ainda mais atenção de Dumbledore era desanimadora. Talvez fosse a hora de finalmente se livrar dos óculos que odiava tanto. Ele já havia cogitado essa solução no passado, mas Hermione desaprovou, e, claro, contou a Albus, que rapidamente proibiu.

Com uma ponta de teimosia, Harry relembrou o feitiço que usara para enxergar perfeitamente por uma semana: Concentus Visionis. Fechando os olhos por um momento, ele respirou fundo, ergueu a varinha em direção ao rosto e murmurou as palavras com determinação:

— Concentus Visionis.

Uma sensação de formigamento suave espalhou-se pelo rosto. Ao abrir os olhos, tudo ao redor parecia absurdamente claro. A diferença era tão gritante que Harry chegou a se perguntar como suportara os óculos por tanto tempo.

Apurando os sentidos, ele se apressou para o banho, aproveitando o aroma refrescante do shampoo. Ao sair, vestiu as roupas que Barty havia separado, um tanto desconfiado. Apesar de justas, eram surpreendentemente confortáveis. “Serviriam bem para treinar quadribol”, pensou, dando de ombros.

Ao sair do quarto, encontrou Barty recostado no parapeito da janela, observando o jardim da mansão.

— Essas roupas caíram muito bem em você, Potter. — Barty ergueu o olhar, notando algo. — E sem os óculos... bem, devo dizer, seus olhos são impressionantes. Ficam ainda mais destacados.

— É... obrigado, acho. Podemos ir? — Harry respondeu, desconfortável com o elogio, evitando sustentar o olhar por muito tempo.

Enquanto caminhavam até o salão principal, Harry notava a estranheza do lugar. Os corredores eram longos e envoltos em silêncio absoluto. Os quadros pendurados nas paredes pareciam observá-lo de forma insistente, como se quisessem comunicar algo, mas permaneciam imóveis e calados.

Barty se aproximou, sussurrando em seu ouvido:

— Não provoque o humor do meu senhor. Só um aviso.

Harry assentiu, entrando no salão, onde Voldemort estava sentado à mesa, um prato meticulosamente servido à sua frente.

— Potter — chamou Voldemort, com um gesto casual para que ele se sentasse ao lado. Harry obedeceu, notando o prato diante de si, uma mistura de cereais, frutas e iogurte. — Coma, Harry.

Barty, sempre irreverente, quebrou o silêncio.

— Meu senhor, quem vai se encarregar do treinamento do nosso “pequeno garoto” hoje?

Harry fez uma careta ao ouvir o apelido, mas preferiu não responder.

— Hoje, ele terá os machucados tratados por Elias. Depois disso, ele e eu teremos uma conversa sobre... assuntos do passado — respondeu Voldemort, dobrando o jornal em suas mãos.

Harry deu uma risada irônica, desviando a atenção enquanto comia. Seus pensamentos vagaram até ser abruptamente interrompido.

— Potter — a voz de Voldemort o trouxe de volta à realidade. — O curandeiro já deve estar esperando por você.

Erguendo-se, Harry seguiu Voldemort pelos corredores. Apesar do tom calmo do bruxo, havia algo perturbador em sua presença. Às vezes, ela parecia quase reconfortante, mas, em outras, beirava o aterrorizante.

Ao entrar na sala, Harry viu um senhor idoso emergir da lareira, seus cabelos brancos reluzindo à luz.

— Elias, este é Harry Potter. Harry, este é Elias, meu curandeiro pessoal.

— Senhor. — Harry cumprimentou de longe, sendo imitado pelo homem, antes de se sentar no sofá e esperar pacientemente. Enquanto Voldemort e Elias conversavam, Harry preferiu ignorar o assunto, acabando por cochilar no sofá.

Um leve toque de varinha o despertou.

— Acordei, acordei! Estou pronto. O que vamos fazer? — murmurou, esfregando os olhos enquanto encarava Elias, já de pé, esperando por ele.

 O que vamos fazer? — murmurou, esfregando os olhos enquanto encarava Elias, já de pé, esperando por ele

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–Como é? – Voldemort não esperava que tivesse conhecido tudo aquilo com aquele menino – como você ainda estava vivo Potter?!

– Acredite eu não sei, me faço a mesma pergunta a anos.....

  Então eles conversavam Elias parecia que iria desmaiar, talvez quando chegasse iria se embebedar até não aguentar mais, alguém estava conversando com o Lorde de um jeito que ninguém faria.... Era o fim do mundo.... Talvez fosse a morte de todo..... Talvez.......

Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora