Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Você é bom até seu coração se partir, o amor acaba quando a traição começa.
- Malévola
Harry despertou lentamente, sentindo a ausência de Tom ao seu lado. Era estranho. Desde que retornara, Tom parecia inquieto, distante. Algo estava errado.
Vestiu-se rapidamente e desceu para o salão, onde encontrou um ambiente pesado. Todos estavam sentados, comendo em um silêncio tenso. Tom estava à cabeceira da mesa, os olhos fechados, como se rezasse ou apenas tentasse manter a paciência.
— O que aconteceu? — Harry perguntou, sentando-se.
Barty ao seu lado, balançou a cabeça discretamente, como se lhe pedisse para não insistir. Mas era tarde demais. A magia de Tom vibrou pelo ambiente, fazendo a mesa estremecer levemente.
— O que você pensa que está fazendo, Harry? — a voz de Tom cortou o silêncio como uma lâmina. Seus olhos vermelhos brilharam perigosamente. — Lutando daquele jeito?
Harry sorriu de canto, tentando amenizar a tensão.
— Ah, Tom… Você bem sabe que não foi nada demais. Eu mal lutei.- Mentiu harry
— "Mal lutou"? — Tom repetiu, a fúria transparecendo em cada palavra. — Então, devo acreditar que era apenas uma ilusão sua nas lembranças de Barty? Ou nos relatos indignados de Severo?
Harry olhou ao redor, fingindo indignação.
— Estou cercado por traidores! — exclamou teatralmente, levando a mão ao peito.
O silêncio reinou por um instante, até Barty se inclinar levemente em sua direção, sussurrando:
— Ele é nosso Senhor, Harry…
Harry desviou o olhar para Tom, que o encarava com expectativa. Algo tava para contecer....
TOM HORAS ANTES....
Tom abriu os olhos devagar, sentindo o peso familiar de Harry sobre si. O garoto dormia tranquilamente, o rosto relaxado, uma expressão serena que contrastava com sua explosividade quando provocado. Tom ainda se lembrava da discussão da noite anterior, das palavras afiadas de Harry. Ele chegou a pensar que levaria um feitiço ou, no mínimo, um soco pelo que dissera.
Suspirando, moveu-se com cuidado, tentando não acordá-lo. Harry detestava ser despertado cedo. Com passos silenciosos, Tom trocou de roupa, preparando-se para o dia. Precisava verificar seus Comensais. Se Harry estava daquele jeito na noite passada, os pobres coitados provavelmente estavam à beira da morte… ou dormindo na enfermaria.
Dito e feito.
Ao se aproximar, ouviu vozes sussurradas. Parou, ouvindo a conversa à sua frente.
— Precisamos informar o Lorde sobre isso — Severus dizia, soando preocupado e exausto.