Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Foi difícil aceitar que o amor que acreditava ser verdadeiro não passava de uma ilusão.
Draco suspirou, jogando com irritação o pergaminho na mesa conjurada pela Sala Precisa. O papel deslizou até parar junto a uma pilha de outros documentos cheios de símbolos antigos e intrincados.
— Juro por Merlin, Potter... mesmo morto você consegue complicar tudo! — Ele passou a mão pelos cabelos loiros, bagunçando o penteado impecável. Sua voz estava carregada de frustração.
— Acalme-se, Malfoy. — Luna sussurrou com serenidade, sem sequer olhar para ele. Seus olhos estavam fixos na lareira acesa, como se buscassem respostas nas chamas dançantes. — Se não fosse no Samhain, seria no Solstício de Inverno.
— Mas aí... — Draco balançou a cabeça e jogou o corpo contra o encosto do sofá, perdendo completamente sua postura altiva. Por um breve momento, parecia um adolescente cansado de carregar responsabilidades demais. — Aí ele já teria perdido metade do ano, e a gente teria que começar tudo de novo. Seria tarde demais. E o tio Sev já parece meio morto...
A menção a Snape fez a voz de Draco vacilar ligeiramente, mas ele disfarçou com um resmungo. Seus olhos claros se fixaram no teto, antes de sua expressão endurecer novamente.
— O sacrifício... isso deve ser resolvido rápido. Qualquer um em Hogwarts pode servir. Até aquela Weasley fêmea...
Luna soltou um riso fraco, mas não de desdém, e sim com uma calma que parecia vir de outro plano.
— Não, Draco. — Ela disse, virando-se lentamente para encará-lo, com seus olhos sempre levemente distantes e brilhantes. — Para isso, será preciso mais de uma alma. Harry é poderoso, e mesmo que conseguíssemos fazer com que ele voltasse no Dia dos Mortos, se escolhermos o momento errado, o ritual prenderá a alma de quem o lançar junto com ele.
Draco ficou em silêncio por alguns segundos, processando o que ela dissera. Sua respiração desacelerou, e uma seriedade incomum tomou conta de sua expressão.
— Eu vou fazer. — Ele levantou o queixo, decidido. — Não me importa. Eu vou morrer?
Luna piscou lentamente, observando-o com um olhar quase maternal. Ela se aproximou, ajoelhando-se diante dele no sofá. Sua voz era quase um canto.
— Não, você não vai morrer, Draco. — Seus lábios se curvaram num pequeno sorriso, e seus olhos brilharam como se soubessem de algo que ele não sabia. — Ele não deixará. E a Morte... bem, a Morte nunca vai querer você.
Draco estreitou os olhos, tentando captar o que havia nas palavras dela, mas antes que pudesse questioná-la, as chamas na lareira aumentaram subitamente, crepitando como se algo estivesse chegando... ou esperando.
— Então vamos fazer em abril. — Draco finalmente falou, sentando-se mais ereto no sofá, sua determinação evidente no tom de voz. — A reunião do conselho é em março, temos tempo. Vou cuidar disso... Harry disse que já havia organizado tudo antes.