Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Maldita é a boca que me julga, sendo muito pior do que eu.
Harry estava sentado no extenso gramado da Mansão Slytherin, distraído com os pensamentos que sempre voltavam a perturbá-lo. Era como se a paz da propriedade fosse engolida pelas lembranças do passado. Tom Riddle o observava de longe, os olhos avaliando cada movimento ou, no caso de Harry, a falta de ação.
— Está desperdiçando sua energia aí parado — disse Tom, quebrando o silêncio. Ele se aproximou, as mãos cruzadas atrás das costas, emanando autoridade. — Se quer se fortalecer, deve aprender a usar o que sente. Vamos. Vou treinar com você.
Harry levantou a cabeça, surpreso. — Treinar? O quê?
Tom arqueou a sobrancelha, com um leve sorriso nos lábios. — Duelo. Você precisa aprender a canalizar suas emoções em magia, caso contrário continuará fraco e vulnerável.
O convite soou mais como um desafio do que uma proposta amigável, e isso bastou para que Harry aceitasse. Levantando-se, ele seguiu Tom para uma sala que, por trás de uma tapeçaria encantada, revelou-se um espaço imponente. As paredes eram cobertas por runas brilhantes e havia o brasão dos Slytherin no centro do chão de mármore polido. Era claro que aquele local havia testemunhado muitos duelos antes deles.
Harry respirou fundo e assumiu sua posição enquanto Tom já estava à frente, a varinha em mãos, exalando confiança.
— Muito bem, Harry. Lembre-se, no duelo, não é só técnica. A emoção é o que determina se você vai vencer ou fracassar. E a sua mente deve estar no agora — disse Tom, os olhos fixos no menino.
O treino começou, mas foi evidente desde o início que Harry se distraía com facilidade. Seus feitiços eram lançados sem convicção, ou erravam o alvo completamente. Ele hesitava, olhava para o lado, e bastava a menor provocação de Tom para desequilibrá-lo.
— De novo, Potter! — Tom disse com frieza, aparando um feitiço que mal atingiu seu escudo. — Você está olhando para todos os lados, menos para onde deveria. Está duelando comigo ou com seus fantasmas?
Harry cerrou os dentes. — Eu estou tentando!
Tom bufou, balançando a cabeça. — Tentando não é o suficiente. Esse "tentar" é o que quase custou sua vida quando enfrentou Dumbledore. Ou você aprende a lutar como se fosse sua última chance, ou continuará falhando.
As palavras atingiram Harry como um tapa. Ele sentiu o calor subir ao rosto. Não era a primeira vez que Tom apontava suas falhas, mas dessa vez foi como tocar em uma ferida aberta. Ele respirou fundo, tentando ignorar a dor, a raiva e o medo que se misturavam dentro dele.
— Isso, agora você está sentindo. — A voz de Tom ficou baixa, mas cheia de significado. — Raiva. Dor. Use isso, Harry. Transforme tudo em magia.
Tom atacou sem aviso, lançando um Expelliarmus poderoso que desarmou Harry imediatamente e o jogou para trás. Harry caiu, sua varinha deslizou pelo chão, e ele olhou para Tom com uma mistura de frustração e humilhação.