Capítulo 56: Sequestrados...

1.4K 164 38
                                        

Tom estava sentado em sua poltrona, os dedos longos tamborilando contra o braço da cadeira enquanto escutava as atualizações de seus infiltrados no Ministério. Seu olhar estava fixo, os olhos vermelhos brilhando na penumbra da sala. As informações eram importantes, cada detalhe sobre os movimentos do inimigo poderia ser usado contra eles.

Mas então, algo aconteceu.

Passos apressados ecoaram pelos corredores. Um lobo — um dos que rondavam com seu bando pela Travessa do Tranco — entrou ofegante, os olhos inquietos, a respiração entrecortada. Ele mal teve tempo de se ajoelhar antes de soltar as palavras que fizeram o tempo congelar:

— Pegaram o herdeiro Malfoy e Harry Potter. Eles estavam em um duelo quando foram sequestrados por chave de portal.

O salão mergulhou em uma paralisia mortal. Por um instante, ninguém ousou sequer respirar. Então, veio a explosão.

Móveis foram destroçados em um estalar de caos, labaredas negras dançaram no ar, e a magia do Lorde das Trevas se espalhou como um furacão furioso. O impacto de sua ira foi visceral, esmagador. Ele não precisou gritar — sua magia rugia por ele, um grito de ódio que fez as paredes vibrarem.

Quando finalmente falou, sua voz soou como um decreto de condenação:

— ENCONTREM-ELES!

Era uma ordem absoluta, inquestionável. Cada seguidor foi convocado, até os vampiros foram chamados para a caçada. Não haveria descanso, não haveria piedade. Harry e Draco precisavam ser encontrados vivos e intactos.

Quanto aos sequestradores? Eles sofreriam. Até implorar pela morte. E, ainda assim, a morte não lhes seria concedida tão facilmente.

As horas se arrastavam, e ainda assim, ninguém retornava com boas notícias. A cada instante sem respostas, a fúria do Lorde das Trevas se tornava insuportável, um veneno que impregnava o ar. A única pista encontrada era vaga e quase inútil: uma chave de portal esquecida em um armazém selado, sem localização exata. Polônia? Egito Antigo? Não passava de uma agulha perdida em um palheiro de eras e distâncias.

Tom estava à beira do colapso. Sua magia pulsava ao seu redor como uma fera enjaulada, furiosa e prestes a escapar. Ele tentou se conectar a Harry, tentou sentir sua presença — mas encontrou apenas o vazio. Um silêncio esmagador, cruel.

Seus Comensais já haviam sido soltos nas ruas e até infiltrados no Ministério da Magia. Eles reviraram lares, interrogaram informantes, espalharam o terror como uma praga. Mas ainda assim, nenhum rastro. Nenhum sinal de Harry.

Se ele não fosse encontrado vivo e intacto, a vingança do Lorde das Trevas seria absoluta. Não haveria escapatória. Nem para os sequestradores. Nem para qualquer um que tivesse cruzado seu caminho.

Nem mesmo Dumbledore.

O salão permaneceu mergulhado em um silêncio carregado, onde a tensão era quase tangível. Apenas o som de passos apressados quebrou o vácuo opressor. Um dos Comensais entrou acompanhado por lobos, o peito arfando, o rosto marcado pelo receio de estar trazendo más notícias.

— Encontramos um... talvez fosse um dos nossos. Victor Rosier. — A voz do Comensal tremeu ao sentir os olhos vermelhos do Lorde das Trevas cravados nele, frios e impiedosos.

Tom não se moveu. Não precisou. A energia ao seu redor se condensou como uma tempestade prestes a desabar, carregada de eletricidade e ameaça sufocante.

— Termine. — O sussurro saiu cortante, letal. O salão inteiro prendeu a respiração. Ele estava no limite. E quando o Lorde das Trevas chegava a esse ponto, sangue sempre era derramado.

Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora