Capítulo 35: A Conversa da Morte....

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Não romantize as vezes que você fica sem ar, afinal, amor de verdade não sufoca

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Não romantize as vezes que você fica sem ar, afinal, amor de verdade não sufoca.

    Harry observava a sala de rituais. O chão polido, as paredes detalhadas e a iluminação sutil eram perfeitos. Até mesmo a temperatura parecia calculada.

Ao longe, Tom o observava, encostado na porta.

— Ficarei do lado de fora — avisou Tom, sem desviar o olhar. — Me chame ou faça algum barulho, e eu entrarei correndo.

— Obrigado.

Tom deu um meio sorriso antes de sair, deixando Harry sozinho com seus pensamentos. Respirando fundo, ele sussurrou:

— Morte... preciso falar com você.

Por um instante, tudo permaneceu quieto, mas, meio minuto depois, a temperatura na sala despencou até se tornar gelada. Harry sorriu levemente quando sentiu os braços dela o envolvendo. Ele não sabia se ria ou chorava, mas suas lágrimas vieram de uma vez, aliviando tudo o que ele guardava há dias.

— Você veio.

— Eu lhe garanti que viria — disse a Morte, afastando-se para encará-lo. — O que deseja, meu mestre?

Harry respirou fundo, tentando se recompor.

— O feitiço que Dumbledore pretende usar contra mim... Se eu não conseguir pará-lo, ele realmente surtirá efeito em mim? Existe alguma forma de detê-lo?

A Morte o observou em silêncio por um momento antes de responder:

— Existe algo, mas é antigo. Uma magia que envolve sangue de unicórnio, oferecido voluntariamente... — Ela sorriu ao vê-lo gemer em desgosto com a ideia. — Além disso, sangue de sereiano e velas rituais especiais.

Com cuidado, a Morte retirou de suas vestes um pequeno frasco dourado, entregando-o a Harry.

— Isto é água de uma fonte curandeira do meu mundo. Ajuda almas partidas e fortalecerá vocês, meu mestre. Faça-os beber em pequenas quantidades, apenas por dois dias consecutivos. Isso irá curá-los... e impedirá que o feitiço o afete.

Harry franziu o cenho.

— Mas... o feitiço realmente surtiria efeito? Mesmo com todas as proteções que possuo?

A Morte inclinou levemente a cabeça, como se analisasse o garoto.

— Não, meu mestre. Eu nunca permitiria. Suas proteções já são extraordinárias, então seria difícil... Mas percebo sua incerteza. O que o aflige, criança?

Harry hesitou, sentindo-se vulnerável.

— Eu... estou no caminho certo? — murmurou. — Eu ofereci minha proteção e serviços a criaturas das trevas que me chamaram atenção. Fiz errado?

A Morte sorriu suavemente.

— Não, meu mestre. Um exemplo: o casal de veela que você ajudou estava tentando ter um filho há muito tempo. Mas o meio-irmão do mais jovem os sabotou, empurrando-o de uma escada. Eles perderam o bebê... Por isso, fiz com que o culpado sofresse uma morte lenta, e agora os veela têm outra chance. Proteja-os. Verifique a alma da criança; é a mesma que deveria nascer antes.

Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora