Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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As máscaras estão no lugar..
Faltavam só dois dias para a volta a Hogwarts, e minha cabeça estava uma bagunça. Eu deveria estar ansioso para retornar, mas tudo o que sentia era uma combinação de incerteza e tédio. Minha relação com Tom Riddle havia tomado um rumo... curioso. Ele oscilava entre condescendente e quase protetor, o que, para mim, era mais confuso do que reconfortante. E com Barty, bem... estávamos em um terreno cinza. Nada definido, mas isso não impedia alguns momentos complicados.
Ah, e Nagini? Ainda nada. Uma parte de mim morria de vontade de perguntar se Tom a tinha escondido, mas, conhecendo-o, eu sabia que só ia ganhar um olhar exasperado e uma resposta evasiva.
Enquanto descia as escadas para o café da manhã, dei de cara com Severus no meio do caminho. Como sempre, Lucius Malfoy estava grudado nele, tão pomposo que parecia incapaz de andar sem dramatismo.
— Bom dia, Severinhos! — cumprimentei com um sorriso atrevido, aproveitando a oportunidade de provocá-lo.
O olhar que Severus lançou em minha direção tinha energia o suficiente para destruir uma cidade inteira.
— Você realmente não cansa, não é, Potter? — retrucou, seco, enquanto tirava a varinha da manga.
Antes que eu pudesse dizer algo, um feitiço disparou na minha direção. Foi por reflexo que eu me abaixei, o feixe passando a centímetros do meu rosto.
— Merlin, calma lá! Nem comecei as piadas ainda! — exclamei, erguendo as mãos em sinal de rendição enquanto gargalhava.
Lucius deu um sorrisinho discreto, claramente se divertindo às minhas custas, mas Severus apenas revirou os olhos e continuou andando. Eu me apressei para acompanhá-lo.
— Ei, sabia que Dumbledore armou um contrato de casamento pra mim? — disparei, quase casual.
Severus parou no mesmo instante. Virou-se para mim com um olhar que misturava incredulidade e irritação, o que, honestamente, era o estado natural dele.
— O quê? — perguntou, cada palavra mais cortante que a anterior. — Está falando sério?
— Completamente. Não sabia nem que isso era permitido nos dias de hoje. — Dei de ombros, como se aquilo não fosse nada demais, mas o brilho em seus olhos mostrava que ele não compartilhava minha descontração.
— Potter, você perdeu o juízo de vez? — Severus sibilou, obviamente tentando manter a voz baixa. — Como pode falar disso tão... casualmente?
— É porque eu supero as coisas rápido, Severus — respondi com um sorrisinho enquanto entrávamos na sala de jantar. — Bom dia, Tommyzinho.
Tom estava sentado na cabeceira da mesa, impecável como sempre, segurando uma xícara de chá com a mesma graça de alguém em um retrato. Ele ergueu os olhos quando entrei, o cenho franzido em um misto de irritação e curiosidade.