Capítulo 42:As Cartas de Harry....

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você pode enganar, mentir, trair e ser desleal, mas quando isso se voltar contra você, mastiga e engula calado

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você pode enganar, mentir, trair e ser desleal, mas quando isso se voltar contra você, mastiga e engula calado.

Não demorou muito para que a notícia fosse anunciada ao mundo. A perda de Harry pairava como uma sombra sufocante sobre todos. Tom, desfeito em pedaços que ele mal conseguia juntar, tentava elaborar planos em meio ao caos que reinava em sua mente. Seus olhos estavam vidrados, sem brilho, ainda vendo, nos recantos mais sombrios de sua mente, o olhar vazio de Harry. Não tinha dormido desde aquela noite, e cada minuto sem ele parecia arrastar-se como uma eternidade.

Severus apareceu brevemente, suficiente apenas para entregar os detalhes da missão. Ele não trocou mais do que algumas palavras, claramente se esforçando para manter a compostura, antes de desaparecer para os próprios aposentos. Até Barty, sempre energético e confiante, parecia desmoronar diante da realidade da perda. A morte de Harry cortara até mesmo Victor Rosier, aquele que era sempre o mais imperturbável, um pilar inabalável. Agora, esse pilar tremia.

- Miranda... - começou Severus, mas sua voz falhou. Ele engoliu em seco, tentando formar as palavras. - Ela nos traiu. Miranda... ela traio o Senhor... e Harry...

Sua garganta parecia fechada por uma força invisível, e ele não conseguiu dizer mais nada. Lucius, percebendo o estado frágil do amigo, assumiu a narrativa, embora ele mesmo estivesse longe de estar bem. Sua voz carregava um peso amargo, como se cada palavra arrancasse algo dele.

- Miranda ficou furiosa... surtou por Harry ter "roubado" o marido dela. Ela estava cega de raiva e o atacou. - A expressão de Lucius endureceu, mas seus olhos não conseguiam esconder a dor que sentia. Ele respirou fundo antes de continuar, a voz vacilando. - Alex que consegui sair da sua mira e então foi atrás de Severus... parecia decidido a matá-lo. Mas... Harry... Harry entrou na frente. Ele o protegeu. Sem hesitar.

Um silêncio opressivo tomou conta do ambiente. Todos sabiam o que aquilo significava, mas ninguém queria dizê-lo em voz alta. Lucius abaixou os olhos, claramente se forçando a continuar. Ele deu um sorriso torto e melancólico ao mencionar Harry, quase como se tentasse buscar alívio na memória do garoto.

Ele era um bom menino. Sempre tinha uma graça... mesmo quando o alvo era você. Ele fechou os olhos, desviando o olhar para disfarçar as lágrimas que insistiam em vir.

O ambiente era pesado, carregado de dor. Harry não era apenas um aliado ou um líder em potencial; ele era um elo que unia a todos. Sua perda rasgara um buraco no coração de cada um, um vazio impossível de preencher. Agora, só restavam os ecos dos momentos em que ele, com seu humor mordaz e sua coragem irracional, havia tornado até mesmo as circunstâncias mais sombrias suportáveis.

E esse vazio... doía mais do que qualquer um estava disposto a admitir.

 doía mais do que qualquer um estava disposto a admitir

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Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora