Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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A felicidade forçada é uma das piores tristezas
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Nunca pensei que, depois de tudo que vivemos, minha vida se tornaria algo tão... comum. Pelo menos, tão comum quanto pode ser para alguém como eu e Tom.
Foi um mês depois da guerra que abriram as inscrições para Ministro da Magia. Tom nunca teria se candidatado sozinho, mas eu sabia que ele era o melhor para o cargo, então fiz isso por ele, sem que soubesse. Quando a lista de aprovados saiu e ele viu seu nome, me olhou desconfiado.
— Foi você, não foi?
Eu sorri de canto, sem responder. Ele bufou, mas aceitou. Não que tivesse escolha.
Seis meses depois, houve um incêndio em um bairro bruxo próximo a Londres. Foi assim que conhecemos Adélia. Ela era uma garotinha de pele escura, olhos verdes como os meus, vinda de uma pequena comunidade bruxa que se mudara recentemente para cá. O fogo destruiu sua casa e levou seus pais. Eu vi nos olhos dela a mesma dor que um dia senti. Não pensei duas vezes: levei-a para casa.
Tom, por incrível que pareça, não protestou. Mas ficou observando. Sempre observando.
Adélia tinha nove anos, e mesmo tão jovem, era destemida. Desafiava Tom de formas que ninguém mais ousava. Ele, por outro lado, a tratava com um misto de curiosidade e irritação, como se não soubesse se queria ignorá-la ou ensiná-la.
— Você deveria ser mais firme com ela — ele me disse certa vez.
— E você deveria parar de fingir que não gosta dela — retruquei.
Ele não respondeu, mas naquela noite, o vi sentado na biblioteca, ensinando Adélia a lançar feitiços de defesa.
Os anos passaram, e criamos Adélia como nossa filha. Ela cresceu ouvindo nossas histórias, aprendendo feitiços e se tornando uma bruxa brilhante. Seu lugar ao nosso lado era inquestionável.
Mas ela não foi a única criança em minha vida.
Eu ainda era padrinho de Heron, filho de Félix e Claros. Desde o momento em que nasceu, me afeiçoei a ele. Era um menino peculiar, metade humano, metade vampiro, com cabelos negros e olhos azul-claros, semelhantes aos de Félix quando ainda era humano. Ele cresceu rápido, mais rápido do que qualquer criança humana, e sua força e inteligência eram impressionantes. Alguns temiam o que ele poderia se tornar. Mas para mim, ele era apenas Heron.