Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Veneno
Nem todo conselho é bom, Nem todo abraço faz bem, Só quem bebe do veneno, Sabe o gosto que ele tem.
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A escuridão da mansão Riddle era tão densa quanto a história do lugar. Harry estava de pé no salão principal, observando Tom Riddle — o Lorde das Trevas — caminhar lentamente em sua direção. A relação entre eles ainda era algo que Harry não compreendia totalmente. Tom o olhava com aquela expressão calculista que sempre parecia esconder alguma intenção desconhecida.
— Está decidido, então? — Tom perguntou, sua voz fria como o mármore sob os pés.
— Está. — Harry respondeu firmemente, embora seu coração pesasse. — Eu preciso voltar para Hogwarts.
Tom arqueou uma sobrancelha, parando a poucos passos de Harry.
— Hogwarts. Um lugar que você tanto despreza, e mesmo assim retorna para ele.
— É necessário. Não posso ignorar as responsabilidades que vêm com minha posição. — Harry cruzou os braços. — Além disso, se eu não estiver lá, não posso saber o que planejam.
Tom soltou um leve riso, quase debochado.
— Sempre estrategista. Talvez você tenha aprendido mais comigo do que gostaria de admitir.
Harry revirou os olhos, mas manteve a compostura.
— Não se preocupe, não estou virando o "herdeiro de Sonserina" tão cedo.
O sorriso de Tom tornou-se mais sombrio.
— Não subestime o quanto as paredes de Hogwarts podem ser traiçoeiras, Harry. Mesmo aquele que é admirado por muitos pode encontrar uma lâmina em sua direção antes que perceba.
— Não vou subestimar ninguém. Você me ensinou isso. — Harry respondeu calmamente, sua confiança irritando Tom o suficiente para fazê-lo estreitar os olhos.