Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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A vida não é justa, não é amiguinho? Alguns nascem para festejar e outros passam a vida na escuridão implorando por sobras. - Scar
O ambiente na sala estava carregado de tensão. O ar parecia pesado, e cada respiração parecia uma luta silenciosa contra o inevitável. Tom estava sentado, visivelmente tenso, os dedos crispados nos braços da cadeira enquanto encarava a mulher à sua frente. Seus olhos arregalados denunciavam o pânico que tentava esconder sob uma máscara de frieza.
Harry, por outro lado, estava impassível. Ou ao menos tentava parecer. Seu sangue fervia, e ele sentia o coração pulsar dolorosamente no peito, como se quisesse rasgar suas costelas e fugir daquela situação ridícula. Ele odiava surpresas.
Ele odiava ser enganado.
- É ela - Harry declarou, a voz fria como gelo. - Veja se ele teve algo com ela ou se é verdade.
Havia uma ameaça velada em sua voz. Seus olhos verdes faiscavam com algo sombrio, algo que fez Tom se encolher ligeiramente antes de se recompor. Narcisa, sempre a mais calma no meio do caos, se aproximou e estendeu um frasco com uma poção calmante para ambos.
Nenhum dos dois bebeu.
Harry segurou o vidro com tanta força que por um instante pensou que poderia quebrá-lo e jogá-lo contra Tom.
- Escute, não faça nada comigo! - Ágatha falou, tentando manter a compostura, mas sua voz tremia levemente. Ela sabia que estava em uma situação delicada.
- Não machuquem minha filha! - Um homem idoso se manifestou, mas antes que pudesse reagir, foi lançado contra a parede com brutalidade. Nem teve tempo de gritar antes que seu corpo atingisse as pedras frias com um impacto surdo.
A magia de Harry o destruiu antes que ele pudesse se mover novamente.
A sala mergulhou em um silêncio mortal.
Rabastan se moveu discretamente para verificar o corpo, depois lançou um olhar a Harry. Ele não precisou dizer nada; o julgamento já estava feito.
No centro da sala, um garoto que lembrava Draco, mas com olhos mais escuros, estava rígido, o rosto pálido. O choque e o medo travavam sua garganta.
- Você disse que não sabia de quem era a criança, irmã... - ele murmurou, a voz quase inaudível.
Ágatha o olhou, os olhos cheios de lágrimas.
- Porque ele nunca aceitaria - ela respondeu, a voz embargada. - Aquelas malditas crianças me fizeram perder meu posto como esposa dele.
Harry apertou os punhos.
- Cale essa maldita boca antes que eu te mate - rosnou, avançando um passo.
Tom se levantou rapidamente, colocando-se entre eles.
- Fique longe, antes que eu quebre essa poção na sua cara - Harry avisou, a voz grave.