Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Perdoe pessoas sem recebê-las de volta em sua vida;
desculpas aceitas, acesso negado.
Harry deixou-se ser momentaneamente arrastado para a Ala Hospitalar, apenas para confirmar que seu sistema nervoso ainda estava intacto. Afinal, ele já estava bastante irritado, e qualquer avaliação médica só servia para alimentar sua frustração.
Severus, apesar de seu semblante severo, sentiu a rigidez em seu peito amolecer quando Harry o chamou de pai. Era algo tão inesperado que, por um breve momento, ele esqueceu o motivo pelo qual estavam ali.
Tom, por outro lado, ainda observava o garoto como se ele fosse, a qualquer momento, criar três cabeças e chamá-lo de "bosta". O pensamento foi tão absurdo que quase o fez rir – bom, na verdade, isso seria até divertido.
Harry bocejou, esticando os braços preguiçosamente.
— Quando eu fico na mansão, eu acabo sem me exercitar…
Barty, que até então apenas observava, lançou um olhar avaliador para o garoto antes de soltar, despreocupado:
— Percebi. Tá criando barriga.
Os olhos de Harry se arregalaram como se tivesse acabado de ouvir o pior dos xingamentos.
— O quê?! — ele gritou, virando-se imediatamente para Tom e Severus em busca de confirmação. — Tom? Sev?!
Antes que qualquer um deles pudesse responder, Narcisa, que assistia à cena com um pequeno sorriso contido, adiantou-se:
— Você não está.
Harry soltou um suspiro aliviado, mas ainda manteve uma expressão indignada enquanto se jogava dramaticamente no sofá. O impacto do corpo magro no estofado fez um som abafado, e ele soltou um gemido exagerado.
— Eu quase morri agora! — declarou, fechando os olhos como se fosse desmaiar.
Narcisa apenas balançou a cabeça, divertindo-se com a cena. Esse menino ainda vai me matar de rir…
Então a Criança tossiu fazendo Harry lembra oque havia esquecido..
— Bom, acho que está na hora de mandar você de volta, não é? — Harry sorriu para a criança, que se aproximou sem hesitar. Ele pousou a mão sobre sua cabeça, e, no mesmo instante, seus olhos se tornaram completamente negros. O ambiente ficou tenso, e todos ao redor recuaram instintivamente.
Harry sentiu a alma do menina e a chamou suavemente. Com um leve puxão, ela se desprendeu do corpo sem resistência, transformando-se em uma pequena esfera de luz em sua mão. Somente ele pôde ver quando o Ceifador apareceu, aproximando-se em silêncio.
Sem hesitar, Harry entregou a esfera ao Ceifador, que apenas assentiu em agradecimento antes de desaparecer.
Seus olhos voltaram ao normal, e o corpo que antes jazia ali agora não passava de areia e barro espalhados pelo chão.