Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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O escritório de Tom Riddle sempre teve um ar opressor. A arquitetura era imponente, com colunas escuras e livros ancestrais preenchendo cada centímetro das paredes. Havia uma enorme lareira no centro, lançando sombras vacilantes pelo chão polido de mármore negro. Velas tremulavam ao redor do ambiente, suas chamas dançando com um brilho pálido e errante.
Quando Harry entrou, o silêncio do local foi imediatamente quebrado por um som sibilante. Uma sombra longa deslizou do canto da sala e se aproximou rapidamente, e antes que Harry pudesse reagir, sentiu o toque frio e escamoso de Nagini envolvendo-se ao redor dele com um movimento fluido.
— Você voltou, meu filho. — A voz dela soou com um tom afetuoso e protetor.
O sibilo parecia se enroscar ao redor de Harry como um feitiço. Mesmo que poucas pessoas soubessem, ele podia se comunicar perfeitamente com a serpente, algo que compartilhava com Tom Riddle.
— Como está? Tom tem te tratado bem?
A familiaridade na voz dela aqueceu algo dentro de Harry. Nagini nunca o tratara como inimigo, nem mesmo quando estavam em lados opostos da guerra. Era um sentimento confuso.
Antes que ele pudesse responder, Nagini sibilou algo que fez sua espinha arrepiar:
— Sabia que ele chorou pela sua morte?
Aquelas palavras vieram como um feitiço que paralisava cada músculo do corpo. Harry piscou, confuso. Sentiu sua mente girar, tentando encaixar as peças.
Tom. Chorou?
Ele abriu a boca para responder, mas uma voz cortou abruptamente o momento:
— Nagini, cale-se.
Tom estava sentado à mesa, os dedos entrelaçados sobre um relatório que fingia ler, mas sua expressão rígida mostrava que ouvira cada palavra.
— Ele chorou, Nagini? — Harry perguntou, ignorando o comando do outro, sua voz repleta de descrença.
Os olhos vermelhos de Tom se estreitaram em advertência. No entanto, Nagini continuou impassível.
— Sim, chorou. E mal conseguia dormir! Sempre falava seu nome durante o sono, meu pobre Tom... — A serpente sibilava lentamente, esticando-se ao redor de Harry como se quisesse acalentá-lo.
Cada palavra dela vinha com um peso inesperado.
Harry estudou Tom com atenção. Ele raramente via qualquer sinal de vulnerabilidade naquele homem. O Lorde das Trevas não demonstrava arrependimento, compaixão ou dor. Era a personificação do controle.
Mas agora... Tom desviava o olhar, a linha da mandíbula visivelmente tensa.
Nagini deslizou para perto de Tom, como se pudesse sentir seu desconforto.
— Ele ia visitar seu túmulo todos os dias. Acho que ele se arrepende.
Tom não disse nada. Nenhuma réplica afiada, nenhum sarcasmo mordaz. Apenas baixou a cabeça um pouco mais e fingiu mexer nos papéis, uma desculpa patética para esconder a expressão.