Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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-Não sou tão ruim assim. Ainda não matei ninguém.
Murmúrio Harry....
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Harry saiu do banheiro do quarto secando os cabelos úmidos com uma toalha. A água ainda pingava pelos fios bagunçados enquanto ele olhava para si mesmo no espelho. Seu reflexo era um retrato de incertezas: o rosto mais magro do que costumava ser, os olhos carregados de pensamentos inquietos. Ele suspirou profundamente, tentando encontrar algum tipo de paz naquele caos interno, mas era inútil.
Desde que começara o treinamento intensivo com Barty Crouch Jr., Harry não conseguia manter sua mente longe do ex-Comensal da Morte. A relação que tinham era complicada, muito mais complexa do que ele gostaria de admitir. Por um lado, havia o profundo respeito e a admiração involuntária pelas habilidades de Barty, pelas lições difíceis e pela dedicação meticulosa ao ensinar. Por outro, havia algo mais. Algo que ele não sabia nomear, mas que o deixava desconcertado sempre que estava perto do homem.
Era impossível ignorar como Barty conseguia mexer com sua confiança. Ele desafiava Harry, colocava-o constantemente à prova, empurrando-o para além de seus limites. Ao mesmo tempo, mexia com sua paciência de uma maneira quase cômica. As provocações, as brincadeiras carregadas de sarcasmo... tudo nele parecia planejado para tirá-lo do equilíbrio.
Mas naquele dia, tudo parecia diferente. Havia uma preocupação genuína martelando na mente de Harry. O incidente na sala de duelos, ainda fresco na memória, não o deixava em paz. Ele podia quase sentir o calor do feitiço cortando a sala, seguido pelo choque de ver Barty se ferindo. O ferimento, embora pequeno e rapidamente curado, parecia errado, fora de lugar. Ver Barty vulnerável, mesmo que por um momento, era algo que mexia com ele mais do que deveria.
Harry deixou a toalha de lado, balançando a cabeça como se quisesse se livrar daqueles pensamentos, e se dirigiu ao quarto de Barty. Suas mãos estavam inquietas, os dedos brincando nervosamente com a barra do suéter que usava. Ele hesitou antes de bater na porta, perguntando a si mesmo se estava sendo dramático demais.