Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Na pequena sala dos Dursley, o relógio na parede parecia contar os segundos de tensão enquanto Draco Malfoy e Rabastan Lestrange entravam, trazendo consigo uma presença opressiva e gelada.
Draco ajeitou a gola de sua capa, os olhos prateados percorrendo os Dursleys com desprezo puro. Rabastan, ao seu lado, tinha um leve sorriso no rosto, o tipo que só intensificava a sensação de perigo.
— Então, são vocês os famosos Dursleys — começou Draco, o tom de voz carregado de sarcasmo. Ele olhou para Vernon, que já estava vermelho como um tomate, e depois para Petúnia, que parecia prestes a desmaiar. Dudley apenas tentava parecer invisível. — Tenho que dizer, Harry nunca exagerou. Vocês são ainda piores do que eu imaginava.
— Quem vocês pensam que são para invadirem a minha casa?! — rosnou Vernon, apontando um dedo gordo para os dois bruxos. — Não aceitamos esse seu tipo por aqui!
— Nosso tipo? — Rabastan deu uma risada fria, girando sua varinha entre os dedos. — Acho que você não entende a situação, não é? Estamos aqui por Harry. E, acreditem, não estou de bom humor para ouvir desaforos de um monte de trouxas imundos.
Draco deu um passo à frente, seu olhar cortante como gelo. — Vocês têm algo que nos pertence... sangue. Precisamos de vocês para trazê-lo de volta, e vamos levar o que precisamos, quer colaborem ou não.
— Do que vocês estão falando? — gaguejou Petúnia, agarrando Dudley como se fosse um escudo humano. — Nós não temos nada a ver com... com Harry! Ele é problema de vocês, como sempre foi!
Rabastan aproximou-se perigosamente de Vernon, encostando a ponta da varinha em seu queixo. — Aqui vai o resumo, gorducho: ou colaboram, ou eu garanto que vão conhecer as masmorras da Mansão Slytherin pessoalmente. E, sinceramente, duvido que tenham estômago para sobreviver lá.
Draco, com um sorriso de escárnio, lançou um feitiço que trancou todas as saídas da casa. — Escolham rápido, Dursleys. Não somos conhecidos pela paciência.
O silêncio cortante caiu no ar, até que Petúnia soluçou, quebrando o momento. Ela sabia que não tinha escolha.
Rabastan riu, satisfeito, enquanto Draco olhava para eles como quem decide o destino de meros peões no xadrez. — Vamos resolver isso agora mesmo — decretou ele. — E não pensem que vou hesitar em lembrar vocês do preço da resistência.
Os Dursleys foram forçados a ficarem alinhados na sala de estar, presos por feitiços que Rabastan lançara com prazer. As varinhas de Draco e Rabastan pareciam vibrar de pura ameaça enquanto eles decidiam o próximo passo.
— Não consigo entender como Harry suportou viver aqui. Sério, convivendo com vocês? — disse Draco, andando de um lado para o outro. Ele parou e lançou um olhar enojado para Vernon, que tentava se soltar das cordas mágicas. — Eu daria um prêmio a ele pela paciência, mas ele já ganhou algo melhor: nós.