Capítulo 29: A pena de sangue e Provocações...

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6° lei de Newton.

Você sempre vai querer com mais intensidade aquilo que não pode ter.




Tom estava à beira de um colapso. Harry não acordava há uma semana, enquanto Barty e Rabastan, que haviam ficado dois dias desacordados no meio do terreiro, já estavam suficientemente recuperados para se recolherem a seus quartos. Tom verificava a magia de Harry a cada três horas. Embora ela estivesse lentamente se restaurando, a lentidão do processo o preocupava profundamente.

O silêncio na casa era quase insuportável. Harry não estava em seu escritório, não se ouvia seus passos mexendo nas coisas ou a voz vibrante discutindo com alguém. Para piorar, os aliados de Tom começavam a demonstrar dúvidas: queriam ter certeza de que o garoto estava ao lado deles, mas como, se ele permanecia dormindo?

Frustrado, Tom suspirou e levantou-se de sua cadeira, decidido a ir até a biblioteca. Porém, antes que pudesse sair do cômodo, Barty entrou correndo, ofegante.

— Meu senhor, Harry acordou!

Tom virou-se imediatamente.

— Ele está bem? — perguntou com urgência, já caminhando ao lado de Barty rumo ao quarto de Harry. Quando abriram a porta, Tom ficou surpreso ao encontrar o garoto de pé, mesmo que ainda parecesse um pouco abatido, reclamando de dores no corpo.

— Como você está de pé? — Tom questionou, franzindo a testa. — Até onde vi, sua magia mal havia se recuperado.

— Boa tarde para você também, Tom! — Harry respondeu com um sorriso brincalhão, enquanto se espreguiçava. — Meu corpo está todo dolorido... mas já estou melhor.

— Isso não faz sentido... — Tom murmurou, beliscando o próprio nariz em irritação. Sem hesitar, lançou um feitiço para verificar novamente a magia de Harry e, para sua surpresa, ela estava completamente restaurada. — Como isso é possível?

— Ah, a Morte veio me visitar. — Harry respondeu de forma casual, como se fosse algo corriqueiro. — Ela disse que não conseguiu vir antes, então deixou alguém para cuidar de mim. Parece que essa pessoa fez o trabalho dela, mas não do jeito certo, porque a Morte estava bem brava. No final, ela mesma me curou.

— Bem, isso é... bom? — Tom disse hesitante, observando Harry com desconfiança. Mas antes que pudesse processar todas as informações, Harry deu um passo em sua direção e, para sua total surpresa, o abraçou.

— Obrigado — murmurou Harry, soltando-o em seguida com um sorriso despreocupado. — Você tentou me ajudar, e estou de bom humor para abraços hoje.

— Percebi isso — Tom respondeu, constrangido, ajeitando a postura. — De nada, Harry. Eu sempre disse que ajudaria você.

Harry assentiu.

Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora