Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Segunda chance: Às vezes só serve para você ter certeza que algumas pessoas não mudam!
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O primeiro som que captei foi o murmúrio nervoso de uma voz próxima à minha cama.
— Como assim ele está vivo?
— Estou dizendo, chefe, ele está vivo. Nenhuma das poções ou bloqueios funcionaram mais. Ele parece... perfeitamente bem, mesmo com a saúde tão debilitada antes.
— Isso é... bom. — A segunda voz era grave e séria, mas havia um claro alívio disfarçado.
Minha mente parecia enevoada, e minha magia, estranhamente instável, fluía como um rio que redescobria o leito. Forcei-me a abrir os olhos lentamente. A luz era branda, permitindo-me distinguir Ragnok e Rosa, discutindo à luz tremulante das velas flutuantes. Ambos tinham expressões de cautela misturadas com um ar de curiosidade.
Havia algo errado, podia sentir. Minha magia, sempre controlada, agora se agitava desafiadora, testando os limites do meu corpo. Respirei fundo, procurando estabilidade.
— Olá, Ragnok. — Minha voz saiu fraca, mas firme. — Quanto tempo estive desacordado?
O duende ergueu uma sobrancelha, seus olhos pequenos avaliando-me de cima a baixo.
— Cinco horas. — Sua resposta foi direta. — Parece que você tem uma relação única com a morte, Senhor Potter.
Sorri de forma amarga.
— Única, sim. Diria que ela me tolera mais do que deveria. — Passei a mão pelo rosto. — Tenho certeza de que "remover os bloqueios" teve um preço. Minha magia parece... diferente.
Ragnok cruzou os braços, estudando-me com olhos críticos.
— Diferente, sim. E mais poderosa. Sem os limites, você está começando a tocar em seu verdadeiro potencial.
Eu não sabia se aquilo era algo que deveria me confortar ou assustar. Levantei-me lentamente, notando que até meu corpo parecia outro: mais forte, talvez mais alto. Quando me vesti, minha blusa ajustava-se mais ao corpo, como se eu tivesse crescido.