Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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O ARMÁRIO TEM POEIRA E EU TENHO RINITE.
Atchim!!!
Harry tinha acabado de tomar banho quando Rony acordou. Enquanto o ruivo tentava focar os olhos, Harry pegou suas coisas e saiu dos dormitórios. Ele desceu as escadas e avistou os gêmeos parados, mexendo em alguma coisa.
— Sabem como andam os preparativos para a loja? — perguntou Harry, parando ao lado deles e observando pergaminhos longos e coloridos espalhados sobre a mesa, em tons claros, nudes e terrosos. — Para que serve tudo isso?
— Bom dia, Harry — disse um deles.
— Nosso querido amigo! — completou o outro.
— Nossa loja será inaugurada daqui a mais ou menos um mês, então vamos deixar Hogwarts — explicou Fred.
— Mamãe não vai gostar, mas quem se importa? — finalizou George com um sorriso travesso.
— Entendi... Então vão sair sem terminar Hogwarts? Estou quase pensando em fazer o mesmo — brincou Harry, embora uma pontada de curiosidade o fizesse considerar aquela ideia por um momento.
— Agora vamos te explicar — começou Fred, enquanto dobrava alguns papéis e recitava um feitiço. — George, conta pra ele.
Harry riu enquanto George revirava os olhos, mas logo começou a falar:
— Estamos desenvolvendo uma invenção nova, Harry: uma coruja transfigurada a partir de uma carta. Basicamente, você escreve a mensagem, recita um feitiço ou bate com a varinha, e o papel se transforma numa coruja... ou em qualquer animal que estiver designado na carta.
Fred, ao lado de Harry, demonstrou a mágica. Ele bateu com a varinha em um papel preto, e, num instante, o pergaminho transformou-se numa belíssima coruja negra, que saiu voando pela janela.
— Uau, isso é incrível! — exclamou Harry, encantado ao observar a coruja voar. — Quando vão começar a vender isso? Eu quero um!
— Parece que nosso Harryzinho está animado com nossas conquistas, irmão — brincou Fred, apertando as bochechas de Harry, que riu alto.
— Solte-me! Se continuar assim, vou ter que pedir socorro — retrucou Harry em tom de diversão, afastando os gêmeos. Ele ajeitou sua mochila e disse: — Preciso ir. Vejo vocês mais tarde... talvez com umas ideias macabras para suas brincadeiras.
— Tchau, Harry! Até mais! — responderam os dois em uníssono, fazendo-o rir enquanto saía.
Enquanto Harry caminhava em direção ao salão comunal, um arrepio percorreu sua espinha. O ar gélido que saía de sua boca formava uma pequena nuvem, revelando que o local havia esfriado repentinamente.