Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Doce porém selvagem....
A sala começava a esvaziar, os comerciais deixando o ambiente após a intensa reunião. Apenas Harry e Tom permaneceram. O fogo ainda ardia na lareira, lançando um brilho alaranjado nos móveis e no rosto de Tom, que agora examinava o vazio, perdido em pensamentos.
Harry, ainda sentado, observava Tom por um momento antes de quebrar o silêncio.
— Acha que ele iria me querer para isso? — Ele se referia ao plano de Dumbledore, sua voz carregada com um misto de sarcasmo e curiosidade genuína.
Tom desviou os olhos de seus pensamentos para Harry, seu olhar cortante se fixando nele.
— Qualquer um em Hogwarts lutaria, Harry. Se Dumbledore se levantasse e dissesse que você estava vindo para atacá-los, eles lutariam até o fim. Mas são apenas crianças.
Harry arqueou as sobrancelhas e deu uma risada seca.
— Você também era uma criança. Ainda é, no fundo — Tom murmurou, suas palavras quase um eco no silêncio.
A resposta pegou Harry de surpresa. Ele vacilou ligeiramente antes de rebater:
— Ah, pare com isso, Tom! Vou fazer 16. No mundo mágico, 16 ou 17 já não é considerado a maioridade? — Ele brincou, um sorriso atrevido surgindo em seu rosto. Então acrescentou, o tom mais provocador: — Ou está com medo de flertar com um adolescente?
Tom imediatamente o encarou, seus olhos faiscando como chamas. Ele se inclinou para frente, aproximando-se de Harry com movimentos calculados.
— Olha aqui, pequeno demônio — começou ele com a voz baixa e controlada, mas com uma intensidade palpável.
Harry não recuou. Pelo contrário, ele arrastou sua cadeira para o lado, posicionando-se bem de frente para Tom. Sua ousadia era quase desafiadora, enquanto os dois homens estavam tão próximos que podiam sentir a respiração um do outro.
Tom, irritado, inclinou-se ainda mais, apoiando uma mão na mesa, os olhos fixos em Harry.
— Pare com isso, okay? Não precisamos de... estragos.
Harry apenas sorriu, aquele sorriso suave e travesso que fazia Tom sentir-se perigosamente fora de controle.
— Que estragos, Tom? — Ele murmurou, suavizando ainda mais o tom, antes de erguer as mãos e colocá-las ao redor do pescoço de Tom. O gesto foi tão inesperado que Tom quase tropeçou para trás, mas manteve sua postura firme.
— Estragos? Eu nunca fiz nenhum estrago — Harry continuou, sua voz suave, mas repleta de implicância.
Tom parou de falar por um instante, os olhos se estreitando enquanto ele tentava processar a proximidade. O brilho travesso nos olhos verdes de Harry era desconcertante.