Capítulo 43: Esperança....

1.8K 226 24
                                        

ÉRAMOS UM só, AGORA EU ESTOU Só

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

ÉRAMOS UM só, AGORA EU ESTOU Só...

Draco passou pela mãe sem dirigir uma palavra, o que era atípico para ele, e subiu as escadas com pressa, segurando a carta com força, como se ela pudesse desaparecer de repente. No quarto, ele trancou a porta, jogou-se na cama e abriu o pedaço de pergaminho mais uma vez.

Draco,

Sei que isso pode soar estranho, mas preciso da sua ajuda. Se algo me acontecer, e eu acabar morto, você provavelmente será a única pessoa sensata que não causará um massacre para tentar me trazer de volta.

Acredite ou não, falta menos de duas semanas para as aulas recomeçarem. O tempo passou rápido demais e agora parece estar me engolindo. Enfim, vamos ao que importa... Luna me disse algo importante, algo que você precisa ouvir. Se eu morrer, parece que há uma forma de voltar, mas envolve a ajuda tanto de vivos quanto de mortos. Sim, Draco, os mortos.

Você precisa conversar com a Luna. Ela sabe o que fazer. Mencionou algo sobre sacrifício humano, o que eu não espero que seja literalmente necessário - mas caso seja, acho que você pode pedir ajuda a Rabastan. Já dei um aviso a ele. Ou fale com Severus, ele é ótimo nesse tipo de coisa.

Os outros ingredientes já estão no baú que minha coruja deve ter levado ao seu quarto. Ela vai precisar ser alimentada direito, e não quero que você economize - sem essa de pão dormido ou restos, seu loiro oxigenado miserável.

Até daqui a alguns dias,
Harry.

Draco suspirou, um nó enorme na garganta que ele se recusava a deixar transformar-se em lágrimas. Ele passou as mãos pelo rosto e então riu, quase histérico.

- Se você volta, Potter, eu mesmo te mato. Como ousa me fazer chorar?!

A carta escorregou por entre os dedos de Draco enquanto ele olhava fixamente para o teto, tentando processar tudo. O que Luna sabia? E o que Harry estava aprontando para precisar da ajuda tanto de vivos quanto de mortos?

 O que Luna sabia? E o que Harry estava aprontando para precisar da ajuda tanto de vivos quanto de mortos?

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Algumas semanas se passaram, e as aulas de Hogwarts estavam prestes a recomeçar. Draco Malfoy se sentia estranhamente mais tenso do que o habitual, mesmo com a escola já se aproximando. Durante todo o tempo, ele passou com o foco obsessivo de fazer seu plano funcionar. Sabia que não podia desperdiçar tempo e tinha um papel fundamental a desempenhar, embora tivesse dúvidas de onde isso o levaria. O que Harry realmente esperava dele? Quais segredos ele teria de enfrentar?

A carta, ainda guardada no fundo do seu baú, parecia se tornar cada vez mais pesante com o passar dos dias. Contudo, Draco já havia traçado um plano - embora a própria natureza da situação fosse quase absurda. Ele iria para o Salão Comunal, como fazia todos os dias, disfarçando sua nervosismo enquanto tocava a franja platinada, tentando criar a melhor expressão de desinteresse que podia, como se nada tivesse mudado. E, apesar disso, não conseguia parar de pensar em Harry.

Draco sentia um tumulto mental crescente, mas sabia que o tempo estava se esgotando. Ele planejou cada passo detalhadamente, sabendo que Luna Lovegood seria a chave para decifrar todo aquele mistério.

No primeiro dia de aula, logo após o café da manhã, Draco se aproximaria discretamente da janela da sala de Estudo, onde sabia que Luna passaria. Ela tinha essa aura de naturalidade que escondia, na maioria das vezes, sua capacidade impressionante de captar nuances da magia. Pelo menos era nisso que Draco estava apostando.

Luna não se parecia com o resto dos estudantes. Ela era inconfundível em sua maneira sonhadora de ver o mundo, mas por trás disso, Draco sabia que havia uma mente afiada. Se alguém poderia entender a maldição de Harry Potter e a combinação de magia que estava em jogo, seria ela.

A conversa entre eles não seria fácil. Sabia que teria de agir rápido e de forma convincente para não despertar suspeitas, ou até mesmo deixar que alguém os descobrisse. Harry havia confiado a Luna a chave para tudo - o único motivo que Draco tinha para acreditar que ainda havia uma chance de o plano funcionar.

Quando o momento finalmente chegou, Draco viu Luna em um canto do Salão, lendo em silêncio um livro que parecia mais um mistério do que uma história. Ele se aproximou dela com cautela, dando uma olhada furtiva para os arredores antes de puxar uma cadeira e sentar-se ao lado dela.

- Luna.- Draco se inclinou um pouco para frente, a voz baixa, mas determinada. - Eu preciso de sua ajuda.

Ela o olhou com seus grandes olhos azuis, como se já soubesse que ele apareceria. Havia sempre algo etéreo sobre a maneira como Luna se expressava - como se as palavras dela estivessem muitas vezes além do que qualquer pessoa pudesse entender de imediato.

- Eu sei, Draco.-Ela respondeu suavemente, o tom calmo e certo. - Você tem muitas perguntas, não é?

Mas a verdadeira questão ainda era o que Harry sabia e o que Draco deveria fazer. As palavras de Harry - sobre um sacrifício humano, sobre a combinação de vidas e mortes, a promessa de que ele voltaria - ainda pareciam um pesadelo. Mas o mistério se tornava mais real a cada passo.

- Sim...-Draco respirou fundo, olhando para a carta que ele ainda carregava secretamente no bolso. - Eu não sei o que ele espera, mas o que está em jogo é maior do que qualquer coisa que eu já tenha enfrentado.

Luna tocou a borda do livro, refletindo antes de responder, quase como se estivesse sintonizando sua mente com o fluxo daquela energia, do que estava por vir.

- Harry não teria pedido ajuda se não fosse vital. Ele sabe do risco.- Ela pausou, e um sorriso levemente melancólico passou por seu rosto. - É uma magia antiga, Draco. O sacrifício não será algo comum. Isso envolve mais do que o que os outros acreditam saber.

Draco franziu o cenho. Ele sentiu o peso de suas palavras, mais pesado do que imaginava. Não era uma magia trivial que estava sendo feita, mas algo com um custo.

- Então, qual é o próximo passo?- Draco perguntou, as mãos apertando as bordas de sua cadeira.

Luna inclinou-se para frente e, com uma calma impressionante, disse:

- Você precisa buscar ajuda de quem já entende disso. Não pode fazer sozinho, Draco. O sacrifício... o que isso envolve... você terá que escolher.

Por um momento, Draco olhou para Luna, sentindo as palavras dela reverberarem em sua mente. Um sacrifício, uma escolha. Isso significava mais do que ajudar Harry. Era muito mais sombrio do que ele imaginava.

Ainda assim, ele não podia hesitar. O que viesse depois, seria determinado pelos passos dele e pelas escolhas difíceis que teria de tomar. Harry confiara nele e agora, mais do que nunca, Draco sabia que ele faria o que fosse necessário para garantir que o plano de Harry fosse levado a cabo... e se tudo isso fosse demais, que fosse por um bom motivo.

Harry voltaria, e Draco estaria lá para garantir que a jornada deles, não importasse o custo, fosse cumprida.

Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora