Capítulo 46: Preparaaaadoooss.....

1.9K 225 18
                                        

 Ritual: "Mortis Vitae Ultio"~Eu criei kskskk

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Ritual: "Mortis Vitae Ultio"
~Eu criei kskskk



A Mansão Slytherin estava mergulhada em uma escuridão espessa, como se até a luz hesitasse em tocar seus corredores gélidos. Draco Malfoy caminhava pelos jardins laterais, os passos ecoando sobre o chão de pedras úmidas enquanto segurava cuidadosamente uma sacola de veludo cheia de ingredientes ritualísticos. Cada respiração formava pequenas nuvens de vapor no ar frio da noite. Ele sabia que não poderia falhar. Uma tentativa sequer era tudo que tinha.

No entanto, o que mais o atormentava não era o ritual em si, mas o peso de quem ele tentava trazer de volta: Harry Potter. O símbolo da luz, o salvador, a lenda... e agora, potencialmente uma criatura das trevas. Draco ainda não sabia como as peças de seu plano se encaixariam, mas a escolha havia sido feita. Não havia como voltar atrás.

Na sala principal da mansão, Lucius Malfoy, como sempre, exalava desdém e superioridade, assistindo o filho com olhos frios. "Você está mesmo disposto a derrubar nossa linhagem em troca de uma relíquia quebrada do passado?", ele questionou, a voz gélida como o inverno do lado de fora.

Draco cerrou os dentes, evitando olhar para o pai enquanto depositava os itens sobre a antiga mesa ritualística. Ossos triturados, cinzas de necromantes e o sal negro brilhavam com uma energia pulsante. "Não entenderia, pai. Harry Potter vale mais morto do que qualquer um de nós vivos... mas vale ainda mais se renascer como meu aliado."

Lucius estreitou os olhos, o sorriso leve de escárnio se formando. Ele adorava testar a paciência do filho, mas sabia que havia algo diferente naquele garoto, uma determinação forjada em aço puro. Sem mais comentários, saiu do salão, deixando Draco apenas com a pressão esmagadora do que estava por vir.

Nas celas abaixo, os sacrifícios aguardavam. Quatro pessoas, todas parentes distantes de Harry, foram escolhidas deliberadamente. Não era apenas pelo sangue que compartilhavam, mas porque cada uma representava simbolicamente partes das sombras internas de Harry: mágoas esquecidas, abandonos passados e laços familiares corroídos pela distância e o medo. Eles tremiam e gemiam, impotentes em suas correntes mágicas. A ideia de seus corpos serem utilizados naquele ritual macabro era aterrorizante, mas seus protestos eram abafados por silenciamentos que ecoavam como um zumbido mortal.

Quando a meia-noite se aproximou, Draco se vestiu com o traje ritualístico. Era negro, com detalhes prateados que pulsavam fracamente sob a luz pálida das tochas espalhadas pelo cemitério da mansão. O tecido pesado parecia fundir-se à escuridão ao seu redor. No centro do cemitério, o jovem Malfoy delineava o círculo ritualístico. Com a precisão de um artista, despejava o pó cerimonial. Pequenas correntes de fumaça negra emanavam dos grãos finos, subindo aos céus como oferendas.

No chão, deitado como uma pedra sem vida, estava Harry Potter. A quietude de seu corpo, ainda tão jovem, mas já devastado pelas batalhas da vida, contrastava com o movimento febril ao redor. A cicatriz em sua testa, outrora símbolo de esperança, agora parecia um presságio sombrio do que viria. Ao seu lado, repousava sua varinha quebrada e uma relíquia ancestral: uma pedra tumular pertencente ao mais antigo dos Slytherin. Suas inscrições estavam em uma língua perdida, quase invisíveis sob o brilho sutil do círculo mágico.

Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora