Capítulo 71: Memórias...

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"Se a vida quebrar suas pernas, continue rastejando

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"Se a vida quebrar suas pernas, continue rastejando. Um dia o fogo da liberdade queimará quem te feriu"

- Bum, Killing Stalking

Nos dias que se seguiram, Harry, Tom e Severus mergulharam em livros antigos, vasculhando pergaminhos esquecidos e experimentando feitiços para tentar entender o que era aquele artefato.

A biblioteca secreta de Tom, localizada nas profundezas de seu esconderijo, era vasta e repleta de grimórios proibidos. Harry passava horas folheando livros de magia antiga, enquanto Severus analisava as propriedades do artefato, tentando descobrir se havia encantamentos ocultos nele.

Tom, sempre meticuloso, lia com paciência e anotava tudo que poderia ser útil. Ele não falava muito, mas Harry sabia que seu interesse pelo artefato crescia a cada dia.

Foi no sétimo dia que encontraram algo.

Severus folheava um livro encadernado em couro negro, seus olhos afiados percorrendo uma página amarelada pelo tempo.

- Aqui. - Ele colocou o dedo sobre uma passagem e começou a ler em voz alta:
"Aqueles que desejam compreender o passado e moldar o futuro podem buscar a Chave de Salazar. Diz-se que este artefato possui a capacidade de acessar memórias que foram ocultadas, bem como revelar eventos que moldaram o destino do mundo bruxo. No entanto, sua verdadeira natureza só será revelada quando duas forças opostas se unirem com um propósito comum."

Harry e Tom trocaram um olhar significativo.

- "Duas forças opostas"? - Harry franziu a testa. - O que isso significa?

Tom recostou-se na cadeira, os dedos tamborilando no braço da poltrona.

- Parece óbvio, não? Eu e você. Trevas e luz.

Harry revirou os olhos.

- Certo. Mas isso quer dizer que só podemos ativá-lo juntos?

Severus continuou lendo.

- "Se aqueles que tocarem a Chave compartilharem um desejo verdadeiro, o artefato mostrará um conhecimento perdido que pode mudar o curso da história."

Harry sentiu um arrepio.

- Então, se tocarmos juntos e pedirmos algo que nos ajude na guerra...

Tom inclinou a cabeça levemente, seus olhos brilhando com um interesse calculado.

- Só há uma maneira de descobrir.

Com um último olhar entre si, Harry e Tom estenderam as mãos e tocaram o artefato ao mesmo tempo.

No instante em que seus dedos encontraram a superfície fria do objeto, um clarão prateado os envolveu. A sala desapareceu ao redor deles, e, em seu lugar, surgiu uma nova cena.

Eles estavam em um grande salão, repleto de livros e pergaminhos antigos. Mas não era qualquer sala. Harry reconheceu as altas janelas e as paredes de pedra polida.

Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora