Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Me mate de prazer, antes que eu morta de vontade!
Harry havia se acomodado ao lado de Tom, o qual, como de costume, o arrastou para o quarto. Ele não tinha mais forças para resistir, e a presença do lorde das trevas ao seu lado parecia uma mistura de medo e desejo que ele não conseguia controlar. Tom sussurrou algo, mas Harry, com um sorriso travesso, tirou o braço dele de seu corpo, sentindo a suavidade do toque que, de alguma forma, o fazia se sentir mais vivo, mais humano.
——Já volto, preciso pagar algo - Harry murmurou baixinho, inclinando-se para dar um beijo no lorde das trevas, que estava ainda meio adormecido ao seu lado. O sorriso nos lábios de Harry permaneceu enquanto ele se afastava, descendo as escadas com uma sensação de urgência. Ele tinha algo a fazer, e ninguém o impediria.
Rabastan estava lá, como ele havia solicitado, mas o olhar de incredulidade no rosto do outro homem era inconfundível.
—Então conseguiu? - Harry perguntou, com um sorriso que misturava prazer e ironia, observando Rabastan com a expressão de quem sabia mais do que deveria.
Rabastan olhou para Harry, a surpresa estampada no rosto. — Achei que fosse pedir algo mais... como... materiais... não, essa... vagabunda. - Ele empurrou uma mulher para os pés de Harry, sua expressão carregada de desprezo. —Vou voltar antes que Severus perceba que saí da cama.
—Você bem que podia acordar ele com um boquete né sei lá, fazer algo para melhorar o humor dele, está tão azedo ultimamente... - Harry provocou, observando Rabastan sair apressado, murmurando algo sobre "intrometido" e "crianças", um resquício de raiva em sua voz.
O sorriso de Harry foi apenas uma sombra da diversão que ele sentia. Ele se abaixou para olhar para a mulher que agora estava aos seus pés. A agonia em seus olhos refletia seu medo mais profundo.
—Potter, por favor... - ela sussurrou, lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto suas mãos se entrelaçavam em um gesto de súplica. —Eu juro que faço qualquer coisa... só não me mate...
Harry permaneceu em silêncio por um momento, observando-a com um olhar frio e calculista. Sua varinha estava agora firmemente em sua mão. — Seu nome está na lista que a morte pediu - ele disse, sua voz mais suave do que ela esperava, mas ainda assim carregada de uma ameaça iminente. —Parece que você não vai parar até me ver morto, não é?
Ela soluçou, o medo crescendo, enquanto a pressão de sua própria mortalidade se tornava quase insuportável. — Eu não faço mais... - ela chorou, os olhos tentando encontrar alguma humanidade em Harry, mas ele estava além disso agora.
Com um movimento quase imperceptível, Harry ergueu sua varinha, seus dedos firmemente fechados ao redor do bastão de ébano. A morte estava ali, ao alcance de sua mão. Ele sabia que nada o deteria. O destino dela já estava selado.
A atmosfera estava tensa e carregada de uma energia sombria. Harry olhou para Miranda, com um sorriso sutil, mas cheio de malícia.
—Sua morte será rápida, mas o pós-morte... ah, isso vai ser bem mais demorado– ele disse, sua voz fria, como se se divertisse com o destino de Miranda.